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UE: Cumpre-se a profecia - Não Se Ligará!

 

 

No domingo de 29 de maio o povo francês surpreendeu o mundo. No plebiscito em que se esperava o referendo popular à Constituição Européia, necessária para que a Europa se constitua na forma de um país, houve desaprovação. Sobre esse fato, algumas reflexões se fazem necessárias. Três dias depois, a Holanda seguiu a França!

União Européia: França diz não!

Prof. Sikberto R. Marks
Revisão de Valdirene Costa
01/06/2005

A França, ao longo da história, tem sido a nação que registrou grandes surpresas. Foi ela que em tempos idos, após a queda do Império Romano, fez aliança com o sistema papal, e muitas vezes o defendeu. Isso ocorreu a partir do ano de 481d.C., quando se formou o Império Merovíngio, cujo titular converteu-se ao catolicismo, e por decreto fez convertidos todos os homens e mulheres de seu povo. Depois, ao longo da Idade Média os franceses tiveram destaque nas guerras que se realizaram na Europa. Eles tornaram-se um dos territórios do poderoso sistema religioso medieval.

No entanto, foi também, a França que mais fortemente se rebelou contra o sistema de adoração exclusivo estabelecido a partir da queda do Império Romano com sede em Roma (a parte desse império que era sediada em Constantinopla perdurou por mais tempo). Foi a famosa Revolução Francesa que, destronou em um só golpe todo o sistema de adoração, mas que, ao mesmo tempo, abriu as portas para que as pessoas pudessem livremente escolher como desejassem adorar.

A Revolução Francesa tornou-se o marco de mudanças na Europa. Houve muito sangue para que as necessárias mudanças aparecessem. Enfim, a democracia e a liberdade brilharam no Velho Continente, em grande parte, graças ao que ocorreu na França. Portanto, sempre que algo de importante ocorre nesse país, historicamente somos tentados a prestar muita atenção, nos perguntando: qual o seu significado para o futuro do continente e do mundo?

Sabemos pela profecia de Daniel (ver Dan. 2:41 a 43) que as nações da Europa não mais se ligariam. Isso significa que elas nunca mais conseguiriam desenvolver a força consolidada como a de um país único. Ainda assim, caso a Europa, após no passado tê-lo tentado por casamentos, consiga fazer nesses últimos dias um acordo legal superior, e por ele alcançar o status de nação, é certo que serão estados participantes fragmentários, contraditórios e antagônicos o suficiente para não se ligarem entre si como um sistema político de poder único e forte. Em outras palavras, a Europa não conseguirá formar um poder político para outra vez tornar-se num poderoso império. Isso está escrito no livro que DEUS inspirou profetas a relatar, e é profecia. No livro de Daniel foi escrito por volta do ano 605 antes de CRISTO, o que é significativo. Não é previsão de homem, mas do Rei do Universo! Ao que parece, a França mais uma vez cumpriu os desígnios previstos por DEUS, votou contra a unidade que poderia ligar os países da Europa. Pode ser que essa região do mundo nem sequer consiga tornar-se num só país, muito menos, ligarem-se um ao outro para um só intento: ter o poder da sinergia que poderiam obter se houvesse acordo entre todos as suas vinte e cinco nações componentes. Foi a França quem decidiu impedir que a profecia citada deixasse de se cumprir. Não significa, no entanto, que venham a mais tarde conseguir a aprovação do referendo popular em todos os países, pois a profecia não diz que não viriam a formar uma única nação. Ela diz que eles não se ligariam, que não vai haver acordo entre os seus componentes. Isso implica que nunca mais ali se desenvolverá grande poder político central que seja unânime, o que só se obteria se seus países se ligassem entre si renunciando seus interesses locais. É isso que não irá acontecer, podemos ter certeza.

O não do povo francês é significativo, pois a França é um dos países fundadores da União Européia. Líderes europeus já disseram: “não poderemos ir adiante sem a França!” Então se formou o impasse. O jornal inglês The Independent escreveu que talvez se tenha destruído a possibilidade de se obter “uma única voz política” na Europa. É isso que diz a profecia de Daniel. Em diversos jornais fala-se em crise sem precedentes para a União Européia, e percebe-se que essa crise vem num momento em que os Estados Unidos estão em franca ascensão de poder imperial no mundo. Instalou-se na Europa o pessimismo após uma euforia sem bases muito sólidas. A União Européia que, vinha se consolidando de sucesso em sucesso, deu uma travada brusca e não consegue a desejada integração, embora precise dela para não deixar escorregar de suas mãos o restante de poder para os Estados Unidos da América. Embora a ânsia de seus líderes por reunificar a Europa, parece haver algo superior impedindo. O “não” francês veio sem que se levantasse um líder claro ou alguma coordenação política forte para obter esse resultado. No entanto, por outro lado, a favor do sim que levaria a França a aprovar a Constituição Européia, o governo francês empenhou-se intensamente e com todas as forças. As pesquisas revelavam que viria o “não”, e ele veio!

Toda tentativa da Europa de reposicionar-se no cenário global como um poder político e militar, decisivo no mundo, não dará certo, e é profético. Portanto, em termos da formação do cenário para os dias derradeiros na Terra, podemos ver uma forte coerência desse fato com o previsto. É bom lembrar que todos os tratados anteriores da União Européia que requeriam o referendo popular haviam sido ratificados. A França tomou a dianteira de uma decisão sem precedentes. A França reverteu uma tendência recente para a Europa, e colocou a região nos antigos trilhos da continuidade de sua fragmentação secular. A Europa não se ligará jamais.

Os franceses seguem o seu papel profético. Foi o seu presidente que impediu que constasse na proposta de Constituição Européia a menção das origens cristãs da Europa. Nesse episódio a França impediu que a Igreja Romana, de eterna vocação ao poder medieval, avançasse em seu intento de retornar ao posto de ditar com exclusividade a modalidade de culto a DEUS, como fazia durante a Idade Média. O governo francês destacou que hoje na Europa existem várias formas de culto e que todas devessem ser respeitadas, ao contrário da situação antiga.

Mas, o que a igreja não conseguiu na Europa, profeticamente sabemos que conseguirá sobre o mundo todo. Para isso, deverá constituir uma aliança diferente que não poderá ser com a Europa.

Com relação ao futuro do poder na Terra, é preciso ter cuidado. A humanidade não será dominada pela China, nem pela Rússia ou eventual revigoramento da União Soviética, algo fora de perspectiva. Não será dominada pelo poder oriental, e muito menos pela coligação das nações da Europa. Essa região foi o berço de um sistema de poder aliado que, por profecias bíblicas, se repetirá, mas com outras alianças. Nos tempos pré-medievais a Europa, dominada pelos romanos, viu nela formar-se um poder político diferente dos anteriores que já apareceram na Terra. Foi uma aliança entre o cristianismo (grande parte dele, mas não envolveu todos os cristãos) e o poder político do Império Romano. No entanto, feita a aliança, o império sai de cena pela sua fragmentação, cedendo espaço para a ação unilateral da igreja, senhora do que restara do império com que se aliara.

O mesmo tipo de aliança se repetirá, segundo dizem as profecias, em especial no capítulo 13 de Apocalipse. No entanto, dessa vez não será com a Europa, que não conseguirá para isso formalizar sua ligação política na forma de um só poder, mas será com os Estados Unidos da América, já perfeitamente unidos e capacitados para exercer poder sobre o planeta. E o que falta a esse país para exercer tal poder? Os EUA necessitam do mesmo que faltava ao imperador Carlos Magno antes do ano 800d.C., para consolidar o início de um pretenso império que durou um pouco mais de mil anos, o Sacro Império Romano Germânico. Esse era o nome do império, mas quem realmente dominava era o sistema papal com a cúria romana, sucessora do Senado do Império Romano. E o atual papa tem o perfil de Leão III, que sagrou Carlos Magno, na noite de natal do ano 800, imperador em nome da igreja, mas tendo o papa como poder acima dele. Era o poder religioso acima do poder político, a primeira ordem mundial! Se Bush continuar ajoelhando-se diante de Bento XVI, a aliança político-religiosa entre o Vaticano e os Estados Unidos progredirá, como os profetas escreveram, pois como político se submete ao poder do papa, assim como Carlos Magno. Para isto, pela França, a Europa abriu as portas renunciando a formação de poder para cedê-lo, mais uma vez, definitivamente, aos EUA.

O interessante de toda essa história é que a profecia não termina nesse ponto. Ela prevê mais um evento, exatamente para quando a aliança entre os Estados Unidos com o Vaticano estiver se consolidando. O texto da profecia de Daniel diz assim: “Mas, nos dias destes reis, o DEUS do Céu suscitará um reino que jamais será destruído; este reino não passará a outro povo...” (Dan. 2:44).

Nos dias de que reis a profecia se refere? Daqueles que estivessem tentando reunificar a Europa, mas que não o conseguiriam. Interessante, estamos nesses dias. É tempo de todas as pessoas sábias buscarem compreender melhor o que diz a Bíblia, as vezes um tanto esquecida. Os grandes acontecimentos no mundo político estão lá, bem descritos. Estude o livro de Daniel em conexão com o de Apocalipse, e achará a sabedoria para o entendimento do que aconteceu na Europa, e do que ainda vai acontecer no mundo político e religioso daqui para frente.

NOTA NO TEMPO DO FIM: Para quando você crê que Jesus voltará? Daqui cinco anos? 10 anos ou 100 anos? Ele está mais próximo do que você imagina!

 

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