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O DEUS ESTRANHO DE DANIEL 11:39 SEGUNDO URIAH SMITH

By Marcos Leandro

Visão Oficial:  "O chifre pequeno de Daniel 7 era diferente de todos os poderes da Terra. A religião de Roma era diferente das religiões anteriores. Ela é uma contemporização entre paganismo e cristianismo. O seu líder se exalta acima de todos os deuses, e reclama a adoração e a honra que pertence somente a Deus..." Daniel Verso por Verso - Henry Feyerabend/CPB

 

NOTE que o autor esta apontando para o papado mas não assume que as doutrinas papais (trindade como carro chefe) é que faz dela um "deus estranho" nas mãos de satanás:

 

 

A todos os irmãos em Cristo, muita paz, amor e bênçãos da parte de nosso Deus Pai e de seu Filho Amado Jesus.

Devido às minhas dúvidas sobre o que ou quem seria o “deus estranho” apontado por Daniel em seu capítulo 11 versículo 39 procurei orientações quanto a este tema e, tanto pelo site www.adventistas.com como também pelo www.arquivoxiasd.com.br recebi um grande auxílio quanto à esta questão. Gentilmente, foi me indicado que neste último estaria uma resposta convincente a qual, após examiná-la, acatei e não tive dúvidas em comentar com outras pessoas. No site, o autor dos comentários discursa sobre o capítulo 11 de Daniel e não tem dúvidas em afirmar que os versos 38 e 39 apontam a Trindade, a qual recebeu do profeta um codinome peculiar: “deus estranho”.

No entanto há algumas semanas, quando à procura de livros envolvendo a minha área - a saúde – fui a um “sebo” (livros usados) de Ribeirão Preto/SP e encontrei na seção de “Religião” um interessante livro do nosso pioneiro adventista, Uriah Smith, intitulado: “As Profecias de Daniel – Maravilhosa Confirmação Histórica das Profecias” 2ª edição – julho de 1994 - Edições “Vida Plena”, a qual fica em Itaquaquecetuba/SP na Rua Flor de Cactus, 140. (Posteriormente fui saber que a mesma é a editora da IASD - Movimento de Reforma).

Até então nunca havia ouvido falar do tal livro, mas em virtude do autor ser um dos nossos grandes pioneiros adventistas o qual também deixou-nos depoimento pessoal contra a doutrina da trindade, este seu livro também merece uma atenção especial. Digo isto pois em suas considerações, Uriah Smith utilizando de fontes e documentos históricos tem um panorama diferente a respeito da cronologia e evidências proféticas do capítulo 11 de Daniel frente às quais encontrei no link:

 www.arquivoxiasd.com.br/les40412.htm

Sabemos que pela Bíblia há informações de sobra as quais demonstram que a doutrina trinitariana é imprópria; porém, ao encontrar este livro, me deparei com uma outra forma de demonstrar o conteúdo de Daniel 11 a qual não se detêm tanto no poder papal na maior parte de seus versículos finais, mas abrange outros poderes que agiram contra o nosso Deus.

Talvez eu esteja julgando precipitadamente, contudo percebo ser este livro do nosso pioneiro Uriah Smith um tanto mais coerente quanto ao fator cronológico entre os versículos desta profecia e o desenrolar da História mundial. No entanto, caso alguém conheça o livro e discorde do que Uriah Smith diz, fique à vontade em argumentar o seu ponto de vista.

Vejamos agora o que ele nos diz através de alguns trechos mais importantes os quais fiz questão de copiar.

 

Obs.: os textos bíblicos reproduzidos em cada introdução são da versão Bíblia de Estudo Almeida e meus comentários pessoais em meio aos trechos do livro estarão em cor azul. Os grifos são nossos.

 

Comecemos a partir da segunda metade do versículo 30 – “... e se indignará contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver; e, tendo voltado, atenderá aos que tiverem desamparado a santa aliança”.

Páginas 206 e 207: “... indignação contra o concerto(ou, “contra a santa aliança” – na versão utilizada por mim), ou seja, as Sagradas Escrituras, o livro do concerto. Uma revolução desta natureza foi realizada em Roma. Os hérulos, godos e vândalos, que conquistaram Roma, abraçaram a fé ariana e se tornaram inimigos da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). Foi especialmente com o propósito de exterminar essa heresia, que Justiniano decretou que o Papa fosse a cabeça da Igreja e o corregedor dos heréticos. A Bíblia logo passou a ser um livro perigoso, que não devia ser lido pelo povo comum, mas todas as questões em disputas deviam ser submetidas ao Papa. Assim se amontoou a indignidade sobre a Palavra de Deus. E os imperadores de Roma, a divisão oriental do que ainda continuava, entendiam, ou concordavam com a Igreja de Roma, que tinham, abandonado o concerto e constituído a grande apostasia, com o propósito de derrubar a “heresia”. O homem do pecado foi guindado ao seu presumível trono pela derrota dos godos arianos, que então tinham posse de Roma, em 538 d.C.

Versículo 31 – “Dele sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora”.

Páginas 207 a 214: “... Quando as potências notáveis da Europa deixaram seu apego ao paganismo, foi só para perpetuar suas abominações em outra forma, pois o cristianismo, como é exposto na ICAR, foi e é apenas paganismo batizado.

... Assinale-se que nesse ano, 508 d.C., o paganismo tinha de tal modo declinado e o catolicismo havia até relativamente aumentado em força, que a ICAR pela primeira vez travou com êxito uma guerra, tanto contra a autoridade civil do império e a igreja do oriente que tinha na maioria abraçado a doutrina monofisista. O resultado foi o extermínio de 60 mil heréticos”.

Na seqüência de seus comentários (especialmente quando envolve os versículos 32 ao 35 de Daniel 11) Uriah Smith utiliza os escritos presentes no livro “O Grande Conflito” páginas 571 a 581, onde a irmã EGW demonstra “o que é” o poder papal e a ICAR. Nosso pioneiro vai discorrendo de forma cronológica, interpretando nestes versículos os acontecimentos religiosos durante o período da Idade Média e Moderna bem como os 1260 anos de abominação desoladora, o qual como sabemos terminou em 1798 d.C. quando o papa Pio VI foi aprisionado pelo general francês Alexander Beltier, a mando de Napoleão Bonaparte – em pleno início da Idade Contemporânea.

Versículo 36 – “Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito”.

Neste versículo, Uriah Smith continuando em sua linha de pensamento cronológico, prefere identificar nesta fase o erguimento da França como um poder que se “levanta contra todo deus”, discordando que a ICAR chegara a este ponto.

Isto realmente merece nossa observação visto que a França, em meio à sua Revolução, teve realmente uma participação séria contra a Verdade bem como contra a Palavra de Deus - querendo destruí-la – coincidindo e cumprindo à profecia dada ao apóstolo João em Apocalipse 11:3-14 (As duas testemunhas mártires: O Velho e o Novo Testamento) após o tempo profético da abominação desoladora declarado por Deus a Daniel bem como ao apóstolo (ver Apoc. 11:3 e 7).

Outro fator: a exemplo do que acontece no versículo 9 do capítulo 8 de Daniel, onde a frase traduzida é diferente do original hebraico, no caso a tradução: “De um dos chifres saiu...” dizem que o correto seria: “De um deles (dos ventos) saiu...” – (aliás, gostaria que alguém me explicasse melhor esta situação, por favor) – a exemplo então deste caso citado, nosso pioneiro, baseado também no ponto de vista de outros críticos bíblicos tais como: Mede, Wintle, Bothroyd e outros, afirma que para o termo “Este rei” a tradução correta do hebraico seria “Um rei” ou “Um certo rei fará...” – desvinculando assim com a ICAR e situando o dito “rei” em um tempo perto do fim dos 1260 anos. Analisemos os seus comentários logo abaixo:

Páginas 217 e 218: “... e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus...” ... Isso nunca correspondeu ao papado. Deus e Cristo, embora muitas vezes colocados numa falsa posição, (eis aqui mais um argumento concreto contra a doutrina da trindade) nunca foram professadamente postos de lado e rejeitados por este sistema de religião.

            1) Deve assumir o caráter aqui delineado perto do início do tempo do fim (1798 d.C.), a que fomos levados no versículo anterior (v. 35); 2) deve ser um poder vitorioso; 3) deve ser um poder ateu, ou talvez as duas últimas especificações possam ser unidas dizendo-se que sua voluntariedade seria manifestada na direção do ateísmo... Uma revolução que corresponde exatamente a esta descrição ocorreu na França no tempo indicado na profecia. Voltaire havia semeado as sementes que produziriam seus legítimos e abundantes frutos. Esse jactancioso infiel, em sua pomposa mas impotente presunção dissera: “Estou cansado de ouvir repetirem que 12 homens fundaram a religião cristã. Eu provarei que basta um homem para destruí-la”. Associando consigo homens como Rosseau, D’Alembert, Diederot e outros, ele empreendeu a obra. Semearam ventos e colheram tempestades. Seus esforços culminaram na revolução de 1793, quando a Bíblia foi rejeitada e a existência de Deus negada, como a voz da nação.

...um escritor disse na Blackwood´s Magazine: “... A França é a única nação do mundo acerca da qual sobrevive o autêntico registro, que como nação ela levantou a mão em franca rebelião contra o Autor do universo... ...a França sobressai na história do mundo como o único estado que, pelo decreto de sua assembléia legislativa, pronunciou que não havia Deus e de que a inteira população da capital, e uma vasta maioria alhures, mulheres e homens, dançavam e cantavam com alegria ao aceitarem o anúncio”.

Versículo 37 – “Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao desejo de mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá”.

Página 219: “A palavra hebraica mulher é também traduzida por esposa... ...Isto parecia indicar que este governo, ao mesmo tempo que declarava que Deus não existia, pisava a pés a lei que Deus dera para regular a instituição matrimonial(escreveu um historiador ao livro Scott’s Napoleon, vol I, página 172).

“Intimamente ligados a estas leis que afetam a religião estava a que reduzia a união do casamento – o mais sagrado compromisso que os seres humanos podem formar e cuja permanência leva mais fortemente à consolidação da sociedade à condição de mero contrato civil de caráter transitório, em que quaisquer duas pessoas entrem e de que se libertem, à vontade, quando seu gosto foi mudado e seu apetite satisfeito...”

...Nem consideração a qualquer deus: “O temor de Deus está longe de ser o princípio da sabedoria que é o princípio da loucura. A modéstia é só uma invenção de voluptuosidade contida. O Rei Supremo, o Deus dos judeus e dos cristãos, é só um fantasma. Jesus Cristo é um impostor”.

...Outro escritor diz: “Em 26 de agosto de 1792 foi feita franca profissão de ateísmo pela Convenção Nacional. Sociedades correspondentes e clubes ateus foram destemidamente mantidos por toda parte na França...” Smith’ Key to Revelation, página 233.

“Herbert Chaumette e seus associados compareceram ao tribunal e declararam que Deus não existia” – Alisson, vol I, página 150.

Versículo 38 – “Mas, em lugar dos deuses, honrará o deus das fortalezas; a um deus que seus pais não conheceram, honrará com ouro, com prata, com pedras preciosas e coisas agradáveis”.

Página 220: A tentativa de tornar a França uma nação sem Deus produziu tal anarquia que os governantes temiam o poder passar inteiramente de suas mãos. Por isso, perceberam que, como necessidade política, alguma espécie de culto seria introduzida, mas não pretendiam introduzir nenhum movimento que aumentasse a devoção ou devolvesse algum caráter espiritual verdadeiro entre o povo, mas só o que os mantivesse no poder e lhes desse controle das forças nacionais... ...Em 1794 o culto à Deusa da Razão foi introduzido.

Versículo 39 – “Com o auxílio de um deus estranho, agirá contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem, multiplicar-lhes-á a honra, e fa-los-á reinar sobre muitos, e lhes repartirá a terra por prêmio”.

Página 222: O sistema de paganismo que tinha sido introduzido na França, como exemplificado na adoração do ídolo instituído na pessoa da Deusa da Razão, e regulado por um ritual pagão que fora legislado pela Assembléia Nacional para o uso do povo francês, continuou em vigor até a designação de Napoleão para o consulado provisório da França em 1799. Os adeptos dessa estranha religião ocuparam os lugares fortificados, as fortalezas da nação, como expresso nesse versículo.

A fim de concretizar o seu ponto de vista, Uriah Smith cita vários documentos oficiais (os quais ainda não os copiei) que provam estes favoritismos ocorridos nesta época na França.

 

Obs.: As dissertações envolvendo os versículos 40 em diante ficarão para uma próxima análise.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Após verificarmos estes trechos do livro notamos que há muita lógica na abordagem do nosso pioneiro adventista, porém há também pontos contraditórios como, por exemplo, em seu depoimento sobre o versículo 36 de Daniel 11. Além de soar estranha a idéia de que a tradução correta seria “Um rei fará” ou “Um certo rei fará”, fica mais intrigante ainda quando lemos o que diz a seqüência do texto bíblico: “até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito”, o que nos traz ao pensamento uma idéia de uma atuação que cessa junto com o fim do tempo da abominação desoladora (os 1260 anos) e não que passa a existir a partir do fim deste período em diante.

Fica então aqui o convite a um debate sobre estes trechos do livro...

Outra situação: Aqui neste seu livro, Uriah Smith poderia aproveitar e declarar várias afirmações contra a doutrina trinitariana. Embora ele não chega a tanto, não deixa de citar indicativos de sua posição sobre este assunto, principalmente o que foi observado na página 217 do livro.

Ainda não me foi possível adquirir o livro da CPB: “Daniel – Verso por Verso” do autor Henry Feyerabend. Não sei quais são os seus comentários bem como para que lado ele leva o assunto, mas caso alguém o tenha, nos avise se vale a pena ou não consultá-lo, por favor.

Finalmente, fica a grande interrogação: sendo o autor (Uriah Smith) um pioneiro de nossa igreja, por que nunca se vê alguém citar estes seus comentários e muito menos editarem o livro assim como fez o pessoal do Movimento de Reforma?? (e por falar nestes últimos, estranhadamente incluíram também a doutrina da trindade em seu “nisto cremos” – segundo eu mesmo verifiquei através de um folheto da mesma. Que coisa!!).

Caso alguém tenha maiores detalhes, gostaria de saber da autenticidade dos comentários deste livro analisado.

Por enquanto é só... Desejo muito que o nosso Bom Pai continue nos iluminando, e continuemos a crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 

Um grande abraço.

Marcos Leandro – mais um adventista deixou de acreditar na “doutrina que tem as suas bases fincadas na areia” 

 

Leia também: É Vergonhoso Ser Considerado Ariano? Doc.

                        Ariano com muito orgulho! PPT.

 

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