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Importa é dizimar!!!

 

"É-me ordenado dizer-lhes que estão cometendo um erro em aplicar os dízimos a vários fins, os quais, embora bons em si mesmos, não são aquilo em que o Senhor disse que o dízimo deve ser aplicado. Os que assim o empregam, estão-se afastando do plano de Deus. Ele os julgará por estas coisas". - Ellen G. White - Obreiros Evangélicos, págs. 225 e 226.

Cada um de nós prestará contas de forma individual no juízo. Administradores que aplicam o dízimo onde não deve ser aplicado haverão de prestar contas com Deus por suas ações. Mas não prestarão contas sozinhos. Haverão de prestar contas juntamente com aqueles que, de forma omissa e conivente, permitiram que isto acontecesse, apoiando o erro e não admoestando. Almas estão deixando de conhecer a  VERDADE por conta de desvios legalizados pelos administradores e tolerados pelos membros... (VEJA: E. G. W. - Spaulding e Magan. pág. 175).

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” Tiago 4:17.

 

Por alguns anos, no inicio de minha vida espiritual como ASD, andei nos caminhos dos fariseus, isto é, jejuava o sábado todo, dava o “dizimo” de todo o meu salário, calculando sempre pelo valor bruto, até mesmo se recebesse algum presente, era orientado a calcular o possível preço a fim de “dizimar para a casa do tesouro”, esforçava-me, toda tarde de sábado das 13hs até as 18 ou 19hs, em proporcionar o maior numero de estudos bíblicos e visitas possíveis.

A única coisa que me diferenciava dos fariseus, é que fazia tudo isto na maior alegria, e sem alimentar a menor esperança de que aquilo fizesse alguma diferença para a minha salvação ou perdição! Ou seja, realmente fazia por que amava a Deus e acreditava fielmente que estava cumprindo a Sua vontade.

Hoje compreendo como, naquela época, seria impossível alguém me convencer que houvesse qualquer incoerência bíblica na doutrina dos “dízimos”, bem como não me interessava nenhum comentário sobre a boa ou má destinação que a liderança de minha igreja viesse a fazer com o resultado de toda a coleta, inclusive das várias ofertas a que éramos ensinados a contribuir, tais como: pacto, escola sabatina, voz da profecia, gratidão, fundo de inversão, natalícia, dorcas, recolta, etc. etc.

Com base em minha própria experiência, sei compreender quando um irmão aceita completamente e sem questionamento tal sistema, e até o defende com a mais verdadeira convicção, e que, mesmo se a liderança de sua igreja viesse a utilizar-se do “dinheiro sagrado” em obras satânicas, tais como prostituição, álcool, jogos, enriquecimento próprio, etc. etc. Isto em nada o faria afastar-se de sua fé, uma vez que ele crê está cumprindo fielmente a sua parte, e que somente a Deus, de preferência, sem nenhuma instrumentalidade humana, compete corrigir tais erros, ou mesmo, se isto não acontecer, do juízo divino os faltosos não escaparão.

Diante de tais ponderações, fica, para mim, bastante claro um episódio vivido há alguns anos, em que certo “pastor” da IASD – Central de João Pessoa - PB foi, pela Comissão da Igreja, responsabilizado pela utilização de fundos, sem comprovação de documentos, cujo montante aproximava-se a R$15.000,00 atestado inclusive pela “auditoria” da Missão. E quando o presidente daquele órgão se reuniu com a comissão de nossa Igreja, da qual fazia parte, sugeriu que todos os membros assumissem aquele “desfalque”, isto é, pagasse aquele valor, a fim de que o caixa da igreja voltasse a sua normalidade contábil, e a Missão não sofresse nenhum prejuízo.

O que compreendo hoje é que, ainda assim, alguns irmãos, numa atitude de subserviência as instituições superiores, concordaram com aquela esdrúxula proposta, embora fosse rejeitada pela maioria dos membros da Comissão, o que nunca compreendi é que aquele funcionário denominado de “pastor” como punição pelos seus atos, recebeu, apenas, uma transferência de distrito, muito embora as “más línguas” expliquem que ele sabia demais e que com aquele tratamento deveria permanecer em silencio.

Toda esta situação deve-se as seguintes coisas: a) não queremos, com nossos próprios esforços conhecermos a verdade que liberta, mas preferimos aceitar a “verdade” que nos é imposta; b) quanto à mordomia estamos seguindo orientações humanas e não as revelações bíblicas e os exemplos da Igreja primitiva; c) não conseguimos enxergar que a “obra” transformou-se numa aristocracia onde se legisla em causa própria e que os membros nenhuma capacidade tem para implementar mudanças.

 

Um abraço,

Que o amor de Deus, a graça de Jesus, e a comunhão do Espírito estejam com todos.

 Ir. Heráclito Fernandes da Mota

 

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