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Cedo ou tarde, o adventista do sétimo dia terá que admitir:
Estávamos Enganados Sobre a Trindade!

 

 

Caros amigos e irmãos em Cristo,

No decorrer da caminhada cristã, percebemos que Deus procura ensinar-nos da maneira mais simples possível, de forma que possamos compreender claramente as verdades celestiais. Prova disto é o próprio exemplo de Jesus Cristo, que quando esteve na Terra, extraía lições espirituais oriundas de exemplos contidos na natureza, para que todos, desde os mais cultos até os mais humildes pudessem compreender Suas lições.

Pouco tempo após a ascensão de Cristo, vemos um relato de Paulo que também demonstra que as verdades divinas devem ser apresentadas com a maior simplicidade possível para terem o maior efeito. Após se desgastar por argumentar em vários campos da filosofia com os atenienses e não obter muito resultado expressivo na colheita de almas para Cristo, Paulo expressou para os coríntios o método que se mostrou o mais eficiente:

Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado... A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” I Coríntios 2:2, 4, 5

Paulo percebeu que as elocubrações filosóficas e os elaborados raciocínios teológicos eram de pouca ou nenhuma eficácia para falar ao coração dos homens. A verdade apresentada de forma simples, apoiada pela palavra e pelos testemunhos provou ser o meio de convencimento mais eficaz.

Semelhantemente aos exemplos de nosso Salvador Jesus Cristo e de Paulo, podemos encontrar na história uma série de relatos onde se demonstra que a verdade divina é colocada de maneira simples e desta forma fala aos corações, enquanto os sofismas de Satanás advém de pensamentos elaborados. Talvez o exemplo que mais ilustre este contraste seja a controvérsia “Criacionismo x Evolucionismo”.

Enquanto os evolucionistas talvez tenham dificuldade para apresentar um raciocínio lógico que explique a origem de todos os seres criados em um espaço inferior a uma página de texto, a Bíblia, o faz em apenas uma frase:

No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gênesis 1:1

Uma asserção simples, clara e objetiva explica toda a base criacionista da origem dos seres.

Quando nos deparamos com diferentes temas bíblicos, como bons adventistas do sétimo dia costumamos até mesmo nos orgulhar por sermos capazes de encontrar asserções simples e claras na Bíblia que comprovem nossa crença.

Um bom exemplo disto é a defesa do sábado como dia de repouso. Praticamente qualquer adventista sabe mencionar o texto de Êxodo 20:8-11, concernente ao quarto mandamento, quando em defesa de sua crença no sábado como dia de repouso. O texto inicia-se de forma bem clara: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar...” Ex. 20:8. Simples como possa ser, o texto não dá margem a qualquer dúvida quanto a qual é o dia correto de repouso e adoração.

Assim, pelos poucos raciocínios comparativos até aqui apresentados, percebemos que é possível, em qualquer discussão de temas bíblicos, encontrar asserções claras na palavra de Deus que nos orientem. Também percebemos que é possível, por análises comparativas simples de textos bíblicos ou de testemunhos inspirados, discernir o que é verdade bíblica do que não o é de fato.

 

Asserções claras sobre a Divindade

Desde 1980, a IASD empunha a bandeira de que há base bíblica para a crença de que Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, ou seja, de que há de fato três deuses que são “um” (uma Trindade).

Perguntamos: como poderão os adventistas do sétimo dia desde o mais culto até o menos estudado saber se este pensamento se harmoniza de Deus? É um fato que a grande maioria dos adventistas não possui conhecimento das línguas grego e hebraico, ou mesmo base que os habilite a efetuar uma exegese “científica” de textos a fim de constatar se há ou não luz no pensamento trinitariano.

Se você, irmão, se sente como parte integrante desta grande massa de crentes adventistas do sétimo dia aparentemente “não estudada” ou “ignorante”, saiba que Deus se preocupa em esclarecer este e qualquer outro tema da Bíblia de maneira que até uma criança possa entender. Assim, não há porque pensar que este é um tema muito confuso que só os teólogos possam entender.

Encontramos na palavra de Deus uma série de asserções simples e diretas que nos esclarecem a verdade bíblica sobre o tema divindade. Entretanto, somente três textos são suficientes para que você esteja completamente seguro de estar entendendo este tema da maneira que Deus quer que você o entenda:

a) I Coríntios 8:6:

todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por meio Ele.

b) Mateus 11: 25,26:

Por aquele tempo, exclamou Jesus: ... Tudo me foi entregue pelo Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

De forma bem simples e direta, vemos que a Bíblia afirma que há um só Deus, o “Pai”, e um só Senhor, “Jesus Cristo”.  Não afirma haverem outros deuses. A Bíblia nos revela também que somente Pai e Filho (Jesus) se conhecem mutuamente, e somente podem conhecer o Pai, além de Jesus, aqueles a quem Jesus, o Filho, O quiser revelar. Desta forma fica claro que apenas o Pai e Jesus formam uma unidade. É por isso que Jesus afirma o seguinte:

Eu e o Pai somos um.” João 10:30

Perceba que a Bíblia deixa bem claro que só existem dois seres que formam uma unidade e que são Deus – o Pai e o Filho (Jesus). Não existe nenhum terceiro Deus revelado na Bíblia. Você não precisa ser nenhum erudito para perceber que a Bíblia não possui um verso sequer que afirme: “o Espírito Santo é um Deus” ou algo semelhante.

Não aceite argumentos como “há indícios de que o Espírito Santo é um Deus”, ou “há evidências disso”, pois são exatamente argumentos como este que os evolucionistas utilizam para sustentar sua teoria. A Bíblia é clara quanto às Suas afirmações. A exemplo do que fez Jesus para vencer a Satanás, o “Está escrito” deve ser sustentado como nossa regra de fé. Não podemos sustentar nossa fé com frases como “há evidências disso”.

Você pode ainda se perguntar: “Mas se eu não adorar ao Espírito Santo como a um Deus, será que eu não vou estar pecando contra o Espírito Santo?” Jesus disse que o único pecado que não será perdoado é o pecado contra o Espírito Santo.” (Mateus 12:31 e 32)

Se é este verso que o incomoda relativo ao tema “Divindade”, a clara afirmação bíblica que trazemos abaixo deve acalmar seus temores:

c) João 17:3

E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

A Bíblia é clara em afirmar que a vida eterna consiste em conhecer a Deus e a Jesus Cristo. Assim, aquele que conhece a Deus e a Jesus Cristo tem a vida eterna.  Assim, meu irmão querido, pode ter certeza de que ao não aceitar o Espírito Santo como um Deus, você não estará perdendo a vida eterna por isto. De fato, você não estará sequer pecando contra o Espírito Santo ao não reconhecê-lo como um Deus, porque o pecado contra o Espírito Santo é atribuir a Satanás a operação do poder de Deus (ver Testemunhos Seletos, Vol. 2, pág. 265).

O pecado contra o Espírito Santo, por ser imperdoável, é o único que de fato faz com que o homem perca a vida eterna. Mas se o homem não perde a vida eterna – pelo contrário, a ganha – por conhecer apenas a Deus e a Jesus Cristo e não o Espírito Santo, é evidente que ao não reconhecer o Espírito Santo como Deus ele não estará pecando contra ele, e portanto não perderá a vida eterna.

 

O alfa e o ômega da apostasia

Uma outra análise comparativa simples nos deixa bem evidente o que significa crer no Espírito Santo como um Deus (crer na Trindade). Ellen G. White, discorrendo sobre a apostasia encabeçada pelo Dr. Kellog, através das idéias panteístas propagadas no livro de sua autoria intitulado The Living Temple, afirmou o seguinte:

A teoria de que Deus é uma essência abrangendo toda a natureza é recebida por muitos que professam crer nas escrituras; mas, embora pareça bonita e envolvente, esta teoria é a mais perigosa decepção. ... Se Deus é uma essência abrangendo toda a natureza, então Ele habita em todos os homens; e no processo de santificação o homem deve tão somente desenvolver o poder que já está nele. Estas teorias {panteísmo, etc.}, seguidas à sua conclusão lógica, ... eliminam a necessidade da expiação [de Cristo] e fazem do homem o seu próprio salvador. .. Aqueles que as aceitam estão em grande perigo de serem finalmente levados a ver a Bíblia como sendo uma ficção. The Faith I Live By, pág. 40.

O panteísmo levava os homens a crerem que Deus estava “dentro” deles. Se Deus estava de fato dentro deles, não haveria necessidade de um Salvador para com que eles saíssem de Seu estado miserável. Bastava apenas olharem para dentro de si mesmos. Assim, o homem passava a ser o seu próprio salvador. Ellen G. White repreendeu ao Dr. Kellog, mostrando que este estava errado em seus pensamentos panteístas. Também denominou o movimento pró-panteísmo, liderado por ele, de “alfa” da apostasia.

E a qual conclusão lógica nos leva a crença no Espírito Santo como sendo um Deus, conforme afirma a doutrina da Trindade?

A Bíblia afirma que o Espírito Santo habita em nós:

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” I Coríntios 3:16

E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” João 14:16,17

A doutrina da Trindade afirma que o Espírito Santo é um Deus. Ora, se o Espírito Santo é um Deus, e a Bíblia afirma que ele habita em nós, percebemos então que de fato Deus habita em nós. Sendo assim, finalmente temos que o Dr. Kellog tinha razão e Ellen G. White estava errada. É isto verdade? Certo que não, mas por mais absurdo que possa ser, percebemos que crer na Trindade significa de certa forma dizer que o Dr. Kellog estava certo e que Ellen G. White não o estava. Significa ainda concordar que Deus habita dentro de nós.

Finalmente, por crermos na Trindade, poderemos seguramente entender que o homem passa a ser agora o seu próprio salvador, pois possui um Deus habitando dentro dele. Se Deus habita dentro do homem, que necessidade haverá de Cristo para a Salvação? Pensem nisto, irmãos e pastores adventistas.

Ao compreender o que foi colocado acima, você pode finalmente se perguntar: “Mas estaria a IASD, a menina dos olhos de Deus, a única igreja que o Senhor reconhece na Terra, errada, e um punhado de irmãos fanáticos que não crêem nesta doutrina corretos?”

O que ocorre é que antes da segunda vinda de Cristo, de acordo com o que foi profetizado por Ellen G. White, a IASD estaria em apostasia. Esta última apostasia foi denominada pela mensageira do Senhor de “apostasia ômega”. Leia o testemunho abaixo que comprova isto:

No livro The Living Temple é apresentado o Alfa de heresias fatais. O Ômega seguirá, e será recebido por aqueles que não estão dispostos a considerar o aviso que Deus lhes deu. (Manuscript Releases, Vol. 4, pág. 50)

Além disso, Ellen G. White nos deu a entender que a apostasia “ômega” seria de natureza mais assustadora e que seria concernente ao tema Divindade:

Eu sabia que o Ômega  se seguiria em pouco tempo; e eu tremi por nosso povo. Eu sabia que eu precisava avisar nossos irmãos e irmãs para não entrar em controvérsia sobre a presença e personalidade de Deus. As declarações feitas em The Living Temple a esse respeito são incorretas. A escritura usada para substanciar a doutrina ali colocada, é a escritura mal aplicada.” (Ibidem, pág.53)

Finalmente, Ellen G. White afirmou que o processo de apostasia que foi desencadeado pelas teorias panteístas e caracterizara o “alfa” da apostasia prosseguiria, fazendo com que a apostasia da igreja continuasse a aumentar até a segunda vinda de Cristo:

Uma coisa é certa e em breve ocorrerá, - A grande apostasia, a qual está se desenvolvendo e crescendo cada vez mais fortemente, continuará crescendo até o Senhor descer do céu com grande alarido.” (Idem, Vol. 7, p.57)

Assim, à luz deste texto que lemos, uma coisa é certa: a IASD de hoje se encontra em um estado de apostasia maior do que a IASD de 1905, na época do “alfa” da apostasia.

Não há como fecharmos os olhos para a verdade de que a crença na doutrina da Trindade caracteriza-se como a repetição do “alfa” da apostasia, encabeçado pelas idéias panteístas do Dr. Kellog, uma vez que ele nos leva à mesma conclusão lógica que aquela: Deus está dentro do homem, e por conseqüência o homem pode ser o seu próprio salvador. Entendendo isto, não podemos corroborar com o erro, crendo em tal doutrina.

Tão certo como os juízos de Deus vieram ao povo de Israel antigo quando este se envolvia em apostasia, estes também se encaminham a passos largos ao encontro dos adventistas do sétimo dia num futuro próximo, caso estes não abandonem esta crença errônea. Lede o livro de Ezequiel e vede os juízos que estão prestes a cair sobre a IASD.

Que Deus abençoe a todos.

Jairo Carvalho

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