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Excomunhão como em Roma... dentro de uma de suas Filhas!

 

A SACUDIDURA REALMENTE ESTÁ PARA ATINGIR SEU CLÍMAX

 

Fui excomungado Sábado passado, após o pôr-do-sol.

Pela diferença de apenas um voto; isso mesmo, UM ÚNICO E DUVIDOSO voto! Esse resultado foi depois muito questionado até mesmo por algumas das pessoas que votaram pela excomunhão! Poucos estão acreditando na conferência desses votos. Isso somado a outros pontos, deixam-nos muito triste.

Os motivos e detalhes os irmãos saberão ao longo desse relato.

Sinceramente, preferia ter sido excomungado por mais de 90% dos membros presentes, desde que o processo não tivesse sido maculado por arbitrariedades e inverdades.

Houve uma mudança de atitude em quem se mostrou amigo. Isso foi que nos motivou a escrever este relato.

Eis como o mesmo se deu.

 

O PASTOR E A APOSTILA ACERCA DA AUTORIDADE DA IGREJA PARA EXCLUIR POR DIVERGÊNCIA DOUTRINÁRIA

Algum tempo antes enviei essa apostila para o pastor de nossa igreja analisar. Começou por fazer análise de um texto isolado, e pedi que analisasse por completa, no contexto, caso contrário sua análise seria contraditória.

Depois de um tempo, perguntei se já havia estudado a apostila. Afirmou que sim. Nada teria a acrescentar. Era aquilo mesmo.

 

A PRIMEIRA VISITA DO PASTOR E A EXCLUSÃO DO SEU TIO  (11/04)

Duas vezes, durante as duas semanas que antecederam a excomunhão, o pastor de nossa igreja esteve presente em nossa casa e mostrou-se muito amistoso.

Na primeira visita, falou da grande tristeza que estava sentindo pela exclusão recente do seu tio em Medianeira.

Falou da manobra satânica que foi arquitetada contra o mesmo. De como foram “amistosamente” a sua casa e, conversando, “pescaram” declarações as quais foram totalmente torcidas no processo de exclusão: fizeram-no dizer coisas que ele nunca dissera.

Por fim, como a igreja do seu tio jamais concordaria com sua exclusão, a Associação transformou uma igreja de 200 membros em grupo. Como membro de grupo é membro da Associação, caluniando e mentindo excluíram o irmão.

Afirmei que esse tipo de injustiça era inaceitável, e que se comigo isso acontecesse, jogaria a Associação na Justiça.

Disse que sentia muito quanto a mim, mas estava sendo terrivelmente pressionado. Como as lições que estávamos fazendo estavam caindo em mãos de membros de outras congregações, os pastores dessas igrejas estavam pressionando a Associação, que o pressionava.

Disse a ele que não havia problema algum quanto a nós. Só queria que me fosse dado o direito de defesa, uma vez que era previsto no Manual. Mas afirmou que ainda veria o que daria para fazer. O quanto daria para empurrar o processo.

Também conversamos da autoridade da igreja para proceder esse tipo de excomunhão. Como já dissemos, ele já havia recebido para estudar e responder a apostila “Disciplina Eclesiástica” e afirmara que “é isso mesmo”. Concordava com o teor da mesma. Infelizmente a Igreja estava desrespeitando as claras instruções de Cristo. Afirmei que um dia esses intolerantes agentes satânicos terão contas a acertar com Deus.

Passamos quase quatro horas conversando.

 

A SEGUNDA  VISITA DO PASTOR: ANÚNCIO DA INSTAURAÇÃO DO PROCESSO  DE EXCOMUNHÃO (18/04)

Na segunda visita, após mais de três horas de conversa em torno da doutrina, o pastor finalmente afirmou que a situação estava insustentável. A Associação estava fazendo pressões insuportáveis. Teria que iniciar o processo de excomunhão, ou ele é que perderia a cabeça. Fiquei tão sensibilizado com ele, que disse brincando: “Pastor, só eu pedir a transferência para um grupo, uma vez que não tem como a Associação transformar a igreja do Marco I em grupo (cerca de 2.200 membros registrados). Aí tiraremos a carga de sobre seu ombro, pois basta que a Associação proceda ao meu corte através de uma reunião da mesa.” Ele sorriu e disse que não seria preciso ir a tanto. Eu seria tratado com toda justiça, com tudo que tinha direito, e quem decidiria seria a Igreja. Era deixar nas mãos de Deus. Eu seria notificado oficialmente, para que pudesse me defender.

 

CHEIRO DE MANOBRA NO AR (21/04)

Quase na hora do pôr-do-sol, o pastor chega com um papel de convocação para defesa diante da comissão especial que estaria sendo convocada para a quarta-feira seguinte (26/04), para decidir o caso. Acerca dessa história escrevi semana passada. Esta foi enviada na segunda-feira, 24/04, para todos, inclusive (quase) todos os membros da Comissão.

 

DIANTE DA COMISSÃO (26/04)

Após a Reunião de Oração, a Comissão se reúne. Após cerca de quinze minutos, sou chamado perante ela. Pergunto quem recebeu o material enviado, a maioria diz que sim. Faço uma defesa curta. Ninguém faz pergunta alguma, mesmo nós abrindo espaço para tal. Estranho, não?  A menos que todos tivessem estudado e compreendido nosso material... Mais adiante veremos que não. Portanto, essa fica no rol das situações impossíveis de se acreditar ou aceitar. O resultado da Comissão só vou ficar sabendo na sexta, 28/04, ao pôr-do-sol.

 

AVISADO DA REUNIÃO E DECISÃO DE NÃO FAZER DEFESA

Algum tempo antes do pôr-do-sol, estávamos aguardando um casal para cultuar conosco, quando o pastor liga, dizendo que vai trazer a notificação da reunião e duas testemunhas para que eu assine.

Chegaram. O pastor me informou  que se já estava com a defesa pronta, poderíamos resolver tudo logo no Sábado 29. A Reunião Administrativa seria após o pôr-do-sol, uma vez que em nossa igreja temos dois cultos. Se não estivesse com a defesa pronta, adiávamos. Questionei o fato de estar marcado um evento para a igreja no Sábado após o pôr-do-sol. Mas o pastor afirmou que o mesmo se daria somente após às 20:00 hrs e o J.A. terminaria 18:00 hrs. Teríamos bastante tempo. Pergunto se poderia usar o computador e o projetor da Igreja.  Resposta afirmativa. Enquanto estava assinando os papéis, nossos amigos que tiveram problemas com um pneu do carro, chegaram, e os demais se foram.

Irmãos, provavelmente, com relação a esses últimos casos de excomunhão por divergência doutrinária, esta tenha sido a primeira vez que a Igreja aceita ouvir alguém, disponibilizando até mesmo os recursos para isso.

Fiquei muito tocado e sensibilizado. Passei a  imaginar uma forma de livrar o pastor dessa situação. Decidi que não faria a defesa. A excomunhão seria certa, mas, e daí? Perguntei à esposa o que ela achava. Disse-me que Jesus não se defendeu, mas “como ovelha muda...”. Isso mesmo: Não faria defesa alguma! Por pouco não liguei para o pastor para informá-lo dessa decisão. Mas resolvi que a daria a ele como um presente surpresa de última hora. Orei e fui dormir.

 

PREPARANDO A DEFESA

Duas horas da madrugada. Acordo com cenas muito fortes na mente, que não sabia se sonhara ou se eram somente pensamentos mesmo, cenas do filme do julgamento... de Lutero. De sua defesa. E eu dizia: “mas Senhor, meu modelo é Jesus e Ele não abriu a boca”. Vinha-me um texto do Grande Conflito quanto à decisão e defesa de Lutero, de que se ele houvesse recuado naquele único pontinho, toda a Reforma ter-se-ia acabado ali. Isso, juntamente com outro pensamento: “Se retrocederes, não terá prazer em ti minha alma”, me levou ao computador para concluir a defesa. Sentiria muito pelo pastor, mas...

Passamos um Sábado tranqüilo. No culto o pastor anunciou a Reunião Administrativa. Contei a um amigo do fato de que como a defesa quase não saíra.

 

A HORA DA DECISÃO ESTÁ CHEGANDO

Às 17:45 chegamos à igreja. O pastor estava a me esperar na entrada da igreja e disse que seríamos só nos dois, pois ele havia sido abandonado. Então seria debate? Disse a ele que, sensibilizado com sua situação, a defesa quase não saíra, mas... contei os detalhes acima citados. Pedi desculpas. Ele me disse que isso era ótimo. A vontade de Deus e a Justiça teriam que triunfar. Era muito melhor assim. Que eu ficasse tranqüilo. E eu fiquei aliviado.

O J.A. continuou. Em um dado momento o pastor sentou-se na extremidade do banco em que estávamos e me chamou. Disse que se eu desejasse, bastava afirmar publicamente que discordava das doutrinas da igreja e que desejava ser desligado da Igreja. Surpreso, respondi: “mas pastor, não desejo ser desligado da Igreja. Meu desejo é que a Igreja aqui se comporte como a Igreja tem se comportado pelo mundo afora, onde as duas correntes convivem pacificamente e se respeitam. Esse espírito satânico de intolerância não pode ser aceito.” Ele concordou e disse estar tudo bem.

O J.A. acaba quinze minutos depois do horário. Mais de dez minutos de pois, as coisas continuam como se nada mais fosse acontecer e a igreja começa e se esvaziar. Vou ao pastor: “pastor, ou começamos logo, ou anunciamos que a Reunião ocorrerá e pedimos para a igreja permanecer. Do contrário, que quorum teremos?”

Nesse momento o pastor me informa que minha defesa tem que ser em cima da doutrina, não em cima da Autoridade da Igreja para proceder esse tipo de excomunhão. Respondi: “pastor, não posso mudar o que já está feito, tão em cima da hora. Além do mais, o papel que assinei diz para eu ME DEFENDER, não defender a Verdade.” Ele disse que estava tudo bem.

 

A HORA DA DECISÃO É CHEGADA

Começa a Reunião.

Bem à frente do pastor assentam-se dois anciãos. O primeiro ancião mais à esaquerda.

Procede-se a leitura da Ata. Com isso, o primeiro choque. Precisei ler para crer. Ali está com todas as letras, que eu havia dito ter sido Jesus CRIADO!!! Mas como? Quem surgiu com essa “informação”? Se alguém da comissão, porque não perguntou quando abrimos para perguntas? Era a oportunidade de livrar-se dessa mentira. Ou então... o pastor estava usando os mesmos artifícios que ele condenara nos algozes do seu tio? Ouviu uma coisa e, torcendo, disse outra? Mas orei e entreguei tudo nas mãos de Deus. Afinal faria a defesa.

Terminada a leitura, o pastor perguntou se havia alguma observação. Era quando deveria manifestar-me.

 

A DEFESA

Comecei agradecendo pela oportunidade de me defender. Provavelmente aquela teria sido a primeira, diante dos relatos que tenho acompanhado, de verdadeiros linchamentos públicos ocorridos pelo Brasil afora..

Fiz referência ao ponto da Ata quanto à criação de Cristo. Perguntei se alguém já me ouvira dizer, ou se já havia lido em algum dos nossos escritos, de que Cristo havia sido criado. Ninguém respondeu. Afirmei que JAMAIS DISSERA ISSO PARA NINGUÉM. Solicitamos, então, que esse item fosse excluído da Ata.

 

Daí passamos ao arquivo do PowerPoint. Os números equivalem aos slides.

 

Mostramos que é distorcida e falsa a afirmação de que não cremos na existência do Espírito Santo. Isso seria descrer da Bíblia. O termo Espírito Santo possui muitas aplicações, tanto na Bíblia, quanto no Espírito de Profecia. Mas que a doutrina da Trindade era no mínimo confusa, e dava margem para mais de uma interpretação, principalmente no tocante ao Espírito Santo, quando tratado como Pessoa, o ser uma terceira pessoa, diferente do Pai e do Filho, sendo um terceiro elemento divino.

Para isso foram mostrados os slides 01 e 02.

 

Mas, o que dizer de textos como o slide 03?

Passamos a falar dos TEXTOS MAL TRADUZIDOS ou ADULTERADOS.  E que EGW nunca usara a palavra TRINDADE, de acordo com uma publicação Oficial da Igreja (slide 04). Portanto, QUALQUER TEXTO COM A PALAVRA TRINDADE, não passaria de erro de tradução, ou fraude.

 

Mas que não eram somente esses os textos adulterados.  Um dos mais conhecidos era do slide 05, desmascarado com o slide 06.

 

E o pior exemplo de fraude estava no slide 07, uma vez que o próprio texto em inglês estava adulterado. Somente com a imagem do manuscrito poderia ser detectada (slides 08 e 09). Existem quatro alterações no texto. A última foi levada em conta pelos tradutores; as três primeiras, não. Com o sentido correto das alterações, teríamos a mudança de PESSOAS para PERSONALIDADES (slide 10). Isso faria tanta diferença assim?

 

Quem responderia será o próprio filho de EGW, VINTE anos depois da morte de sua mãe (slides 11, 12 e 13).

 

Daí passamos à questão da Disciplina Eclesiástica. Os Princípios de Deus & os princípios do demônio. Aos quais seguiríamos? (slides 14 e 15).

 

A Verdade sempre esteve com UNS POUCOS. E nunca com os GRANDES E hoje o clero erige estátuas a esses pequenos do passado, mas em uma evidente contradição, persegue os pequenos contemporâneos seus (slide 16).

 

Quando a Igreja tem autoridade para excluir (slide 17): PECADOS DECLARADOS.  EGW, em outros lugares, dá uma lista: adultério, roubo, litígio entre irmãos, até mesmo a questão de modas (uso de jóias, UM ANEL!!) são passíveis de exclusão da Igreja.

Também o servir de mau exemplo no comportamento, tais como ir a lugares não apropriados para um cristão (aqui hipódromos, cinemas, estádios de futebol, antros de jogos, etc.). Mas NÃO A POSSUI EM MATÉRIA DE DOUTRINA. E que a IASD já estava igual a Roma, mudando a Verdade em erro e o erro em  verdade. Invertendo as coisas. Não excluía pelo que deveria, mas excluía pelo que não deveria. E o contexto tratava claramente de DOUTRINA mesmo (slide 18)!!

 

Qual deveria ser nossa atitude então? Como Igreja e como cristãos individuais, deveríamos reagir como? Slides 19 a 22.

 

Como Deus via isso? Qual o Seu desejo & o desejo dos agentes satânicos? Slides 23 e 24.

 

A Verdade que não pode ser sustentada pela Verdade, não é Verdade (Slides 25 e 26). O que os irmãos achavam de uma doutrina que precisava de TESTOS ADULTERADOS e SOFISMA? Era doutrina de Deus?

 

Mas, infelizmente a IASD, indo contra tudo o que Deus já dissera, criara seus 12 mandamentos, chamados de PECADOS GRAVES, passíveis de exclusão. Desses, nove têm respaldo bíblico. Três , não.

Dos três “apócrifos”, comentaríamos dois.

 

Começaríamos pelo de número 09 (slide 27). A autoridade da Igreja e a Autoridade de Deus (slide 28). Por esse EGW e seu filho, em vez de terem sido exilados para a Austrália, hoje teriam sido excomungados da Igreja. “Mas”, dizem, “ela se submeteu à autoridade da Igreja e foi para o exílio”.  Mas reclamou o tempo todo e desmentiu o presidente quanto à “vontade de Deus”. E provou que a IASD, pelo menos em um período, APOSTATOU. O diabo, não Deus, era seu dirigente. Se isso aconteceu com a profetisa viva, quem me garante que a Igreja está vacinada em quase cem anos após sua morte? (slide 29).

 

E a de número 01 (slide 30). Não possui respaldo bíblico; contradiz o Espírito de Profecia e É CONTRADITÓRIA COM O PRÓPRIO MANUAL (slide 31), uma vez que no preâmbulo prevê revisões. Como poderá haver revisões se não temos nem a liberdade de pensar diferente?

 

Mas a Igreja pode errar? Já temos prova histórica de que a IASD não é infalível. O dogma da infalibilidade da Igreja antecedeu o dogma da infalibilidade papal. E o texto (slide 32) mostra uma igreja DEFEITUOSA, com FALHAS; logo, FALÍVEL.

 

Quanto ao dogmatismo e apostasia, analisamos passo a passo e vimos em que passo a IASD se encontra (slide 33). Já estamos no ÚLTIMO passo para a apostasia!!!

 

Finalmente, escrevendo para protestantes e não para Católicos Romanos, EGW afirmou que estávamos a usar uma criação papal (slide 34). Que os irmãos votassem com a consciência, pois terrível coisa é violá-la: é pecar contra o Espírito Santo.

 

REAÇÃO

O pastor pede para instalar uns arquivos no computador e passa a falar.

No primeiro arquivo, fala acerca da divindade e pessoalidade do Espírito Santo. Usa citações de vários tipos. Citação entre aspas, mas que não pertence nem à Bíblia, nem ao Espírito de Profecia. Citações de teólogos (XXX) respaldando a trindade.

Prezado irmão I, durante a semana fomos muito criticado pelo senhor por usarmos “mais o EP que a Bíblia” e que “EGW era nossa base, não Cristo”. Como o senhor se sentiu com esses textos, nem Bíblia, nem EP? Que autoridade têm esses teólogos para definir nossas doutrinas? Será que foi por isso que o senhor ficou todo desconfiado, sem graça, quando domingo à noite passou por mim? Não fique assim, irmão. Amo o senhor e estou orando para que Deus o ilumine.

Mas o pastor usou também, obviamente, versículos bíblicos. Falou da cena do Batismo de Cristo. Esse assunto o pastor já havia discutido em detalhes conosco, todas as suas observações foram explicadas pelo EP. Não imaginávamos jamais que as mesmas voltariam à baila, e ignorando tudo o que já estudáramos.

Usou um dos textos ADULTERADOS de EGW. Tudo isso dando a entender que eu negava até mesmo a existência do Espírito Santo!!

E pasmem, usou o texto de Atos acerca de Ananias e Safira quanto a mentir não a homens, mas a DEUS!!! A causa do espanto, os irmãos já saberão porquê.

 

O segundo arquivo tratava da Disciplina e Autoridade da Igreja. Textos claramente tratando de litígio entre irmãos e mau exemplo dos que deveriam ser excluídos e os “mandamentos” da Igreja.

 

TRÉPLICA INTERROMPIDA

Ao terminar, pedi a palavra. O pastor me perguntou o que falaria. Mostrei a ele os pontos que havia anotado. Ele relutou, mas consentiu, desde que eu afirmasse claramente não crer no Espírito Santo como terceira pessoa da trindade (terceiro Deus). Disse que o faria.

Comecei dizendo que gostaria de REPETIR alguns pontos para não deixar dúvidas na cabeça dos irmãos, para que o julgamento fosse JUSTO.

Primeiro, de acordo com o EP, o Espírito Santo que aparece no Batismo de Cristo é LUZ DE GLÓRIA DO TRONO DE DEUS.

Segundo, já demonstráramos que o Espírito Santo também é apresentado como PESSOA, sendo também a pessoa de Cristo (os dois primeiros slides da defesa), portanto esses textos todos apresentados pelo pastor poderiam ser aplicados a Ele sem problema algum.

Terceiro, afirmamos que o texto do EP usado é um dos textos adulterados. Enquanto estávamos explicando as adulterações desse texto, um dos dois anciãos que estava bem em frente ao pastor, fez sinal para que ele terminasse logo aquilo. Prontamente obedecido, o pastor avançou PARA TOMAR O MICROFONE DE MINHAS MÃOS! Para que a coisa não ficasse mais feia do que já estava, não comentei os outros pontos e entreguei o microfone. Mas a Igreja já começara a perceber os espíritos envolvidos.

 

DO AUTORITARISMO PARA A FARSA

O pastor procedeu ao enunciado do crime para que a Igreja votasse. Mas disse algo que gerou desconfiança na Igreja. Um dos irmãos que não concordava com aquilo, pediu que o pastor lesse a ata (para confrontar com uma citação). O incrível acontece: o pastor “leu” na Ata que eu NEGAVA A DIVINDADE DO PAI E DO FILHO!!! Depois, questionado quanto a essa declaração, o pastor a confirmou. Imediatamente a Secretária da Igreja, que estava próximo, afirmou: “fui eu que digitei a Ata. Essas palavras não estão ali. O pastor foi quem as criou”.

Aqui meu espanto, irmãos, quanto a ter sido usado o texto de Atos quanto a Ananias e Safira: “não mentistes a homens, mas MENTISTES a Deus!”  A mentira é um dos pecados pelos quais a pessoa deve ser excluída da Igreja. E eu era que estava sendo excluído!!! Amados, lembrei que Jesus foi excluído da Igreja exatamente com a utilização desses expedientes. Até testemunhas falsas arrumaram!!

Querido irmão A, como o senhor está se sentindo? Sua imagem é a de um homem íntegro e muito justo. O senhor não percebeu isso? Ou acha que o importante era que o “perturbador de Israel” fosse eliminado, concordando com a doutrina satânica de que “os fins justificam os meios”? Creio que sim, pois no dia seguinte, domingo à noite, ao pregar, referiu-se indiretamente ao caso e citou alguns fatos ocorridos com o Espírito Santo, onde o EP afirma claramente que nesse contexto o Espírito Santo não é uma pessoa. Mas isso disponibilizaremos depois. Irmão A, estamos orando pelo senhor também. Oxalá seja mais um Saulo a quem Deus ainda iluminará.

 

A EXCOMUNHÃO

Ao pedir apoio para a excomunhão, dá-se a votação. Primeiro os a favor de que eu fosse excomungado.

Para que o processo fosse transparente, o pastor deveria ter convidado uma ou duas pessoas para conferir os votos com ele, mas não o fez. Pensei em sugerir isso, mas a confusão aumentaria e faria parecer que estava a agarrar-me desesperadamente à permanência no Rol dos membros da Igreja, e não por um processo justo.

Os votos foram contados. Mas já não mais estava preocupado, crendo na excomunhão; afinal de contas, de um lado o pastor, vários anciãos e oficiais, do outro, um herege. Mas estava com o sentimento do dever cumprido e a consciência tranqüila, pois não tinha usado de sofismas e mentiras.

A seguir foi solicitados que se manifestassem os contrários ao corte, gelei ao olhar para trás. E o rosto do pastor se mudou em um esgar de espanto, observado por vários irmãos. Havia forte impressão de que havia muito mais mãos levantadas agora, que antes. Mas a contagem começa. Até o pastor encerrar, dizer o número que havia dado e perguntar quanto havia sido o anterior: exatamente UM a mais!!!

Vejam, estou falando de impressões, uma vez que onde eu estava não daria para conferir juntamente com o pastor. Mas essa impressão não é só minha. Depois um irmão me disse que votou a favor do meu corte, mas estava pensando em pedir recontagem de votos (nova votação). Nessas alturas a Igreja já estava se esvaziando e pedi para ele deixar para lá. Mas com medidas muito simples o pastor poderia ter tirado essa impressão da mente da Igreja. Justificar agora, só fará piorar o caso.

 

A INQUISIÇÃO

Nesse momento minha esposa levanta e diz “compartilho das mesmas convicções do meu esposo”. E mais um irmão, Mais uma irmã. Outra. Outro. Todos dizendo: “eu também”, “eu também”, “eu também”... O pastor imediatamente começa a oração final.

Mas a confusão não terminou aí. Imediatamente o pastor foi cercado pelos dois grupos. E formou-se uma fila, dos que “criam como o irmão David”, para serem excomungados também. O pastor, com o rosto sem demonstrar nada mais da antiga piedade, simplesmente anotava os nomes. Irmãos, fiquei surpreso. De alguns eu já sabia. Mas havia gente ali que nem estava para imaginar. Lembrei dos “sete mil que não dobraram os joelhos a Baal” dos tempos de Elias.

Uma irmã, ex- romana, que ainda não tem seis meses de batizada, exclamou: “senti-me na ICAR, no tempo da Santa Inquisição. E eu que pensava que isso era coisa do passado”.

Outro irmão, um exemplo vivo dos milagres de Deus em um particular, estava entre os futuros excomungados.

Um outro irmão, apregoava que os verdadeiros pecados eram tolerados na Igreja, tais como idolatria e adoração a outros deuses, sendo um deles o futebol, ir a estádios dando mal exemplo à igreja e mesmo assim mantendo o cargo de ancião. Pedi a ele que não respondesse a Satanás com Satanás. Que estávamos com uma apostila quase concluída quanto ao assunto, para ver o que poderíamos ajudar a esses irmãos e que deveríamos orar pela conversão deles.

 

Dali eu e minha família fomos passear e depois dormi como uma pedra. Sabia que meu nome não havia sido excluído do Livro dos Céus, ainda que o que estivesse a crer fosse uma verdadeira heresia, uma vez que estamos pesquisando. Também não usara os expedientes satânicos, tais como sofismas e mentiras, nem tentara enganar minha consciência com a justificativa satânica de que “os fins justificam os meios”. Mas estava triste, porque sabia que entre os envolvidos tínhamos muitos Saulos, mas tínhamos evidentes (pelos frutos) Anás e Caifás. Estes tiveram naquele momento seu nome cortado do Livro dos Céus. Será que dormiram nessa noite? Bem, a cauterização também faz milagres. Como orar por eles? Lembrei que mesmo por Judas, enquanto havia uma centelha de vida nele, Cristo orou. E lutou até o último segundo para salvar aqueles sacerdotes. Muitos foram depois convertidos.

 

Portanto, irmãos, se você não tiver muito tempo para orar e for orar por nós, pedimos que ore por esses. Não que, presunçosamente, esteja afirmando não necessitar de vossas orações; é que esses necessitam muito mais de que nos preocupemos com eles. Com o próprio Cristo isso aconteceu:

Lucas 23:27-29 Seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.

 

Mas, por favor, orem por nós e pelos mais que brevemente serão excomungados.

 

A SACUDIDURA REALMENTE ESTÁ PARA ATINGIR SEU CLÍMAX

 

Esteja preparado!!

 

Graça e Paz,

David Lima

 

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