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Até os Demônios Crêem: "Deus é UM Só"

Texto extraído do Site: www.adventistas-bereanos.com.br 

 

 "Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem." Tiago 2:19

E Que Jesus é o Filho de Deus.

"Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo." Mateus 8:28-29.

Veja abaixo um interessante artigo escrito por um espírita. 

OBS: Atenção! Não estamos fazendo apologia ou apoiando a qualquer dos ensinamentos básicos do espiritismo como por exemplo a imortalidade da alma. Este artigo foi publicado pois traz algumas informações que julgamos ser conveniente apresentar, para servir como meio de pesquisa a todos os que buscam sinceramente encontrar "a verdade". Seguindo o conselho bíblico: Examinai todas as coisas e retende o que for bom. ITs. 5:21  

 

Bom dia, meus queridos amigos e amigas: 

 

Aí vai uma crônica, já reproduzida por alguns jornais espíritas de São  Paulo e outros estados, sobre uma das inúmeras monstruosidades com que a Igreja desfigurou a pureza do Cristianismo primitivo. Por considerar que São Jerônimo cometeu "erros" na tradução, alguns  "doutores" da Igreja consideraram-no herege. Ora, seria absurdo supor que tais erros pudessem ser cometidos por uma  figura que foi uma das maiores cabeças pensantes que a Igreja já teve. Desprezaram a maior parte do texto e adpataram-no aos seus mesquinhos  interesses. Abraços a  todos. Humberto - Poeta. 

 
ESPÍRITO SANTO E SANTÍSSIMA TRINDADE 

Humberto Rodrigues Neto  

Nos textos dos Evangelhos primitivos não existe a expressão "Espírito Santo", tendo sido introduzida por tradutores franceses dos livros canônicos, já que era necessário criar algo que viesse dar força à 
implantação do incrível dogma da "santíssima trindade", o qual iria conferir,  ao Deus uno e indivisível, o caráter absurdo de um deus trino. 
 

Mateus, ao relatar o batismo de Jesus, diz, claramente: "O espírito de Deus (e não o espírito Santo) desceu sobre Ele na forma de uma pomba". 
Na versão grega dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, segundo nos diz  Leon Denis, a palavra ESPÍRITO está por diversas vezes isolada, sem quaisquer acréscimos. Jerônimo, ao elaborar a Vulgata, ou seja, a tradução da Bíblia para o Latim, acrescenta-lhe "santo", talvez para diferenciar um espírito bom de um outro menos perfeito, o que foi o bastante para os tradutores franceses deturparem o termo para "Espírito Santo".

A  citação de Denis está fundamentada nos escritos de Bellemare. 
Portanto, somente depois da Vulgata é que a palavra "espírito" passou a ser completada com o vocábulo "santo", junção esta que lhe deu um sentido obscuro e concorreu para desnaturar-lhe  o sentido original e primitivo. 
 

Tanto é assim que, no texto grego, em Lucas, 11:9-13, lê-se, claramente: 
"Aquele que pede, recebe; o que procura, acha; ao que bate, abrir-se-lhe-á. 
Portanto, se ainda que sendo maus sabeis dar boas coisas a vossos filhos, com maior razão vosso Pai enviará do Céu um bom espírito àqueles que lhe pedirem". 
 

No entanto, as traduções francesas trocam o espírito bom, original, por  "Espírito Santo", num clamoroso contra-senso, pois na própria Vulgata consta, em Latim, Spiritum Bonum ( = espírito bom) e não Spiritum Sanctum ( = espírito santo). 
 

Se tomarmos a Vulgata, leremos em  Atos, 21:4,  o seguinte: "E disseram a  Paulo, sob a influência do espírito, que não subisse para Jerusalém. No  entanto,  traduções francesas dão, a esse trecho o seguinte enunciado: " 
...sob a influência do 'Espírito Santo'...", o que não é a mesma coisa, pois desvirtua totalmente o significado do termo. 
 

Veja-se, também, que Paulo, na primeira epístola aos Coríntios, 12:1-11, ao orientar os médiuns sobre os dons de uns para a palavra, de outros para a cura, de outros, ainda, para línguas estranhas, não se refere, nenhuma vez  sequer, a espírito Santo, mas apenas e unicamente a espírito. 
 

Ainda em Atos, 2:1-13, ao reportar-se à manifestação do Dia de Pentecostes, Jesus  se referiu à descida do Consolador, do espírito de Verdade, ou do Paráclito, e nunca, ao espírito Santo. Ora, se a figura do espírito Santo  tivesse, mesmo, a proeminência que a  Igreja  indevidamente lhe  atribui, ela não teria, jamais, passado desapercebida à aguda percepção do Mestre. 
 

A corruptela "Espírito Santo" para designar espírito, foi, portanto, propositadamente adotada para atender aos interesses da Igreja, então empenhada no estabelecimento de uma figura de impacto, que infundisse respeito e temor aos fiéis, e que lhe possibilitasse, numa etapa seguinte, formular o dogma de um Deus trino, representado pelas três pessoas da "santíssima trindade", resolução que foi aprovada durante o  Concílio de Nicéia, levado a efeito no ano de 325 e sacramentada como verdade teológica em 381, durante o Concílio de Constantinopla, numa  flagrante contradição com os  próprios ensinamentos católicos, que atribuem ao Criador as virtudes  inderrogáveis de uma entidade una e indivisível. 
 

Ora, se o Cristo tivesse  aceito a  trindade como uma verdade fundamental, Ele seria o primeiro a reconhecer-se como Deus e como co-partícipe, portanto, desse inusitado triunvirato, atitude que não se vê descrita em nenhum dos Evangelistas, seja em Bíblias católicas, calvinistas ou luteranas, nas quais o Cristo sempre afirma, peremptoriamente, a sua inteira dependência do Pai. 
 

Sobre a manipulação de textos sagrados, aliás,  é importante lembrar que  Maomé, o grande líder do Islamismo,  acusava severamente os cristãos de  terem adulterado os escritos originais dos livros santos, de modo particular  no referente ao dogma esdrúxulo da "santíssima trindade", conforme cita o Dr. F. X. Funk em sua excelente obra "História Eclesiástica". 
 

Como se vê, os teólogos de então, não obstante seus dotes de  erudição,  não conseguiram manter-se imunes ao fascínio que a crença em  deuses múltiplos sempre exerceu sobre o homem, como vemos no culto dos antigos egípcios  a Amon, Ra, Osíris, Hórus, Anúbis, etc.; na adoração dos gregos primitivos a Zeus, Cronos, Apolo,  Atena, Eros, Prometeu e outros; na idolatria dos romanos a Júpiter e sua esposa Juno, a Vulcano, Minerva,  Netuno, Ceres, e vai por aí afora. 
 

Sobre Prometeu,  um dos deuses gregos,  rezam antiquíssimas tradições que teria  ele feito o primeiro homem moldando-o do limbo da terra. Será que...? (Cala-te, boca!).

No referente, ainda, ao dogma da "santíssima trindade", parece-nos que os seus criadores cometeram uma injustiça  contra Maria, mãe carnal de Jesus, pois,  uma vez que ela é considerada como "mãe de Deus", conforme afirma a oração  da "Ave Maria", teria, também, que participar, já não dizemos do deus trino, mas de um deus quádruplo, porquanto é enaltecida como a origem deles todos. 
 

Não teria sido sem razão que D. Pedro II, uma das maiores cabeças pensantes  que este país já produziu, resolveu estudar, pacientemente, muitas línguas primitivas, como o sânscrito, o aramaico e o hebreu, além do grego e do egípcio antigos, mesmo porque possuía bíblias originais em algumas dessas línguas e não iria permitir que o seu raciocínio privilegiado viesse a ser manipulado por tradutores menos competentes ou pouco sérios. 
 

Todos as absurdas deformações introduzidas nos textos sacros como produtos de interpretações errôneas, sejam involuntárias, sejam propositais, é que devem ser difundidas junto aos devotos de outras crenças cristãs, pois não obstante demonstrarem, tais irmãos, muito bons conhecimentos bíblicos, é fora de dúvida que lhes foi vedado, durante os cursos doutrinários, não só o acesso aos verdadeiros enunciados das fontes originais, como também aos tipos de violação nada edificantes sobre eles perpetrados, tudo no afã de  garantir a não dispersão do aprisco. 
 

Ora, predispor mentes ingênuas e despreparadas à crença em dogmas  abstrusos, como o do Espírito Santo e da Santíssima Trindade, não nos parece um procedimento louvável por parte de doutrinas que se dizem preocupadas com a evolução do homem para melhor. 

 Perdoem-nos os leitores, mas isto não é religião. É mitologia. 
 

Bibliografia:    "Cristianismo e Espiritismo", de Leon Denis. 
                       "História Eclesiástica",  do Dr. F. X. Funk. 
                       "Enciclopédia Barsa". 
                       "Casos Controvertidos do Evangelho", de Paulo Alves Godoy. 
 
Sociedade Espírita "Eurípedes Barsanulpho". 
CDD - C entro de Dados da Doutrina - Disquete ou Arquivo: "Crônicas". 

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