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ANÁLISE CRÍTICA DO ARTIGO:

 O MESSIAS MORREU NA SEXTA OU QUARTA-FEIRA? PUBLICADO NO SITE:

http://montesinai0.tripod.com/SextaouQuarta.htm

 ANÁLISE: Josiel Lima

REFUTAÇÃO: No Tempo do Fim

 

Que YHWH te abençoe e te guarde...  

O assunto que será analisado aqui, a morte do Messias na quarta ou sexta-feira, dentro do contexto profético, podemos dizer que é o mais importante. No entanto, o dia da morte é um marco que não está isolado na profecia bíblica. São muitos os assuntos que estão co-relacionados e em perfeita harmonia. Sendo assim não podemos encontrar contradições na interpretação das profecias que estão intimamente ligadas com a morte de Yeshua. Dentre tais assuntos, “o sinal” “do profeta Jonas” é tido como base de interpretação por aqueles que defendem a morte do Filho do Eterno na quarta-feira. Portanto, foi na tentativa de relacionar a expressão: “três dias e três noites”, como um “sinal” do Messias, com muitas profecias, que foi feita esta análise.  

A seguir, aproveitando, a princípio, alguns parágrafos do autor do referido artigo, nos quais ele aborda sobre as contradições que são apresentadas por aquelas pessoas que defendem a morte do Messias na sexta-feira. Ao mesmo tempo, em que também defende a harmonia por parte dos defensores da quarta-feira como dia da morte do Messias. Por isso, é importante que se destaque algumas afirmações dele, como seguem abaixo. Sobre Mateus ele diz:  

“Nestes versos encontramos que Mateus acrescenta uma informação muito importante referente ao acontecimento, não encontrando contradição alguma no seu relato. Mateus é o único escritor do Evangelho que assinala o tempo da ressurreição. Ele escreve de uma visita feita ao túmulo antes de começar o primeiro dia da semana: ‘No findar do sábado ao entrar o primeiro dia da semana...’ Ele não diz exatamente quanto tempo antes de o dia seguinte começará, porém está definindo que foi à tarde, na última hora do sábado semanal”.  

Em outro parágrafo, defendendo a autoridade e inspiração do Texto Sagrado ele afirma:  

“Sabendo que a Bíblia é divinamente inspirada e sem contradição, deve existir completa harmonia entre estes três períodos de tempo designados, e especialmente entre os termos: ‘ao terceiro dia’ e ‘depois de três dias’”.  

O outro período de tempo é: três dias e três noites no coração da terra”.  

Portanto, nessa nossa análise, como deu pra perceber, a palavra contradição terá a sua importância pra entendermos melhor os temas que estão intimamente ligados com o dia da morte do Filho do Eterno.  

Antes de entrarmos na análise dos artigos, é importante conhecermos outra expressão - “três dias e três noites” - do que se chama Antigo Testamento (AT). Em toda a Escritura ocorre apenas três vezes. Em Mateus 12:40, em Jonas 1:17 e em 1Sam. 30:12.  

Deram-lhe também um pedaço de pasta de figos secos e dois cachos de passas, e comeu; recobrou, então, o alento, pois havia três dias e três noites que não comia pão, nem bebia água”.

Então, lhe perguntou Davi: De quem és tu, e de onde vens? Respondeu o moço egípcio: sou servo de um amalequita; e meu senhor me deixou aqui, porque adoeci há três dias”. – (1Sam 30:12-13 - ARA).  

Percebam que no verso 12 foi dito: “pois havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água”. Se fizermos a conta segundo a maneira dos ocidentais, principalmente do modo como se conta o tempo “legal” hoje, diríamos que há 72 horas que ele não comia. E de acordo com a expressão, o jejum forçado começou pelo “dia”, não pela “noite”. Então suponhamos que o egípcio ficou sem comer desde a segunda-feira, a partir das 6:00h da manhã. E exatamente 5h e 59min na terça-feira completaram-se 24h. Da mesma maneira exatamente 5h e 58min na quarta-feira completaram-se 48h. E finalmente, 5h e 57min na quinta-feira completaram-se 72h.

Nota NO TEMPO DO FIM: ...isto deve ser um claro “assim diz Yhwh”! Então porque o egípcio disse três dias... temos que foi durante o Dia que começou “o jejum forçado”? Se fosse pela noite ele teria dito: faz três noites e três dias...

Assim, apenas para exemplificar, novamente, teríamos nas primeiras 24h, um dia e uma noite (o dia da segunda até 18h e à noite até 6h). Nas segundas 24h outro dia e outra noite (o dia da terça até 18h e à noite até 6h) e nas últimas 24h, o terceiro dia e a terceira noite (o dia da quarta até 18h e à noite até 6h). Esta é a seqüência literal da oração gramatical:pois havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água.  

O problema ocorre quando vamos analisar a expressão dita pelo egípcio: porque adoeci há três dias. Segundo o que ele disse, devemos incluir o dia da segunda-feira excluindo o dia da afirmação ou devemos incluir o dia da quinta-feira sem levar em conta a totalidade do dia da segunda-feira na contagem de tempo que ele esteve sem comer? Ele foi abandonado por causa da doença. Por isso ficou sem comer. Então, o ponto de partida para não comer nem beber é o mesmo da doença.  

Apenas para lembrança e também explicações para alguns, o dia no ocidente começa a meia-noite; mas para os judeus, de acordo com a Escritura Sagrada, o dia começa e/ou termina ao pôr-do-sol. E é em função desta maneira de contar o tempo que devemos analisar os eventos relacionados com os dias e com as noites.  

Um exemplo que pode ilustrar e entendermos o que foi dito pelo egípcio é: eu nasci há 40 anos.  Com esta afirmação eu estou dizendo que tenho quarenta anos e não quarenta e um. E o ponto de partida para tal afirmação é o ano que foi feita a declaração. Sem me importar se estou ou não iniciando ou concluindo os meus quarenta anos. Assim, quando o egípcio afirma: “porque adoeci há três dias”. Ele não está preocupado com a totalidade das 72h como alguns os ocidentais querem ver em certas passagens da Escritura Sagrada. A preocupação dele era com o dia. Dia que para ele correspondia a parte escura (noite) mais a parte clara (dia). Portanto, como a preocupação dele não era com horas; e sim com dias, ao analisarmos com os mesmos exemplos que foram apresentados acima, teremos o seguinte:  

Assim, apenas para exemplificar, novamente, não contaríamos a parte clara da segunda (de 6h às 18h) como um dia. O primeiro dia seria do pôr-do-sol da segunda-feira até ao pôr-do-sol da terça-feira. O segundo dia, do pôr-do-sol da terça-feira até o pôr-do-sol da quarta-feira. E o terceiro dia, do pôr-do-sol da quarta-feira até o por do sol da quinta-feira. Então, quando o egípcio afirmou: “porque adoeci há três dias”, ele certamente estava incluindo a quinta-feira. Certamente ele deve ter comido e bebido alguma coisa no que exemplificamos como segunda-feira (na parte clara e/ou escura). E de acordo com 1Sam. 30:14-17, entendemos que o moço egípcio foi encontrado no campo na parte clara do dia exemplificado, aqui, como quinta-feira.

Portanto, em 1Sam 30:12-13 e contexto, destaca-se como de importância fundamental o momento da afirmação e a maneira de contar o tempo.  

Nota NO TEMPO DO FIM: E então, I Samuel 30:12-17 explica Jonas e Jesus?

Agora, começando a análise propriamente dita do artigo é interessante que seja entendido o seguinte: abaixo do título do artigo a ser analisado, tem uma nota explicativa dizendo a origem do mesmo (Congregação Israelita da Nova Aliança). Logo a seguir, para que fosse publicado em forma de estudo no site, citado acima, houve uma adaptação – mudanças. A começar pelo título. O original é uma afirmação – “A Morte de Yeshua (Jesus) na Quarta Feira”. (O mesmo pode ser acessado no referido site). Enquanto o adaptado traz uma pergunta: “O Messias Morreu na sexta ou na Quarta-Feira?”. No “original”, o artigo foi escrito, claramente, com um objetivo principal: refutar o argumento da guarda do domingo, que tem por base a ressurreição do Messias no primeiro dia da semana, por parte dos que não querem aceitar o sábado, o sétimo dia da semana, como único dia santo, abençoado e dia de descanso e adoração ao nosso Criador. Além dos dois artigos citados, há um terceiro, publicado no site: http://www.adventistas-bereanos.com.br, basta clicar no link: (AFINAL, QUANDO MORREU JESUS CRISTO?), que embora seja uma cópia/recorte de um dos dois anteriores ou de ambos ou de um livro citado, ou mesmo anterior a ambos. Caso seja cópia/recorte deles, traz pequenas mudanças textuais, do começo ao fim. Sendo mais visível na conclusão do mesmo (praticamente com o tópico: “Detalhes” e com um parágrafo acima). Ele discorda das conclusões dos outros dois, que na realidade é a mesma. O autor deste último, diz o seguinte sobre o artigo: “Estudo extraído do cap.29 do livro Assim Diz O Senhor”. Mas o importante aqui não é saber quem copiou quem. (Embora este último tenha defendido a morte do Messias na sexta-feira, o fez com algumas interpretações equivocadas). Mas sobre este não serão feitos comentários diretos.  

Nota NO TEMPO DO FIM: ...muitas palavras por nada!!!

No artigo original (que chamarei de original – da Congregação Israelita da Nova Aliança), seu autor faz três perguntas. Uma questionando o dia da ressurreição do Messias; outra questiona os argumentos para guardar o dia da ressurreição; e a última é sobre a literalidade do fator tempo (horas e minutos), na profecia bíblica.  

Depois ele faz um paralelo entre o Messias e o sinal do profeta Jonas, citando Mat. 12:38-40. Depois de falar dos “três dias e três noites”, referindo-se a Jonas como sendo literais. Defende a idéia que o mesmo deveria ocorrer com o Messias, em sua morte. Sendo assim, ele concluiu esta parte do sinal do profeta Jonas desta maneira: “... o Mashiach estaria no túmulo por três dias e três noites, ou seja, um total de exatamente 72 horas. O mesmo tempo, portanto, que Jonas ficou confinado dentro do grande peixe. Assim, Jonas foi um tipo de Yeshua (Jesus) no túmulo terreno.”  

No artigo adaptado, o adaptador, além do título já citado, também traz um subtítulo: “Afinal, Quando Morreu Jesus Cristo?”. Observado a introdução deste, percebemos que ele, logo de início opõe-se ao artigo original. Leiam: Quarta ou Sexta-feira? Cremos nós, segundo as Escrituras, que Jesus morreu na Sexta Feira e, muitos crêem, também segundo as Escrituras que foi na quarta-feira.... Mas depois ele restringe mais e diz: Porém há um grupo religioso que defende com muita determinação a idéia de que Jesus morreu na quarta-feira e ressuscitou no Sábado. Para tal, apóiam-se num único verso existente no livro de Mateus”.  

Depois o adaptador, nesta altura, melhor chamá-lo de refutador, faz um comentário sobre a literalidade das setenta e duas horas do contestado: Estes que assim crêem, entendem que Jesus teria que passar, morto, setenta e duas horas, sem um segundo a menos ou até mesmo a mais...”.  

Por último, em sua parte introdutória este autor apresenta sete versos do livro de Mateus, que se opõem a um verso apresentado por aquele do mesmo livro. Para quem acredita em numerologia bíblica, é um argumento muito forte – 7 X 1. Depois apresenta 10 versos citados sobre a morte do Messias e a sua ressurreição. Conclui a sua introdução dizendo que a morte do Messias na sexta-feira, não foi nem casual nem acidental, mas profética.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Por isto IGNORA-SE o 1 (um)...

Quando comecei a escrever estes comentários, estava pensando em fazer um paralelo entre os dois artigos. Pensando que ambos tinham idéias opostas. No entanto, o artigo adaptado começou a fundir suas idéias com a do artigo original. Este antes parecia que estava sendo refutado. Mas foi apenas uma maneira de prender a atenção dos leitores e confundir os que estivessem lendo sem a devida atenção. Então, passaram a seguir ambos no mesmo caminho e possuem a mesma conclusão. Ou seja, começou dizendo que o Messias morreu na sexta-feira e conclui dizendo que Ele morreu na quarta-feira.  

Eis aqui o momento em que se fundem:

“Até aqui procuramos confirmar a morte do Messias na sexta-feira como temos sidos ensinados, mas vimos que escriturísticamente tivemos que forçar um pouquinho as passagens escritas pelos evangelistas sobre este importante fato para a humanidade! 

Nota NO TEMPO DO FIM:  Agora vamos entrar no tema...

Vejamos agora os fatos sobre A MORTE DE YESHUA (JESUS) NA QUARTA FEIRA

O elemento tempo na morte e ressurreição de Yeshua’”.  

Portanto, daqui para frente, apenas o artigo original será analisado. O artigo da “Congregação Israelita da Nova Aliança”.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Os irmãos bereanos só leram o artigo “Adaptado” e agora terão que ler também o “Original”...

Na parte seguinte, “Difícil de Responder”, o autor coloca-se como um “religioso bem informado” por não crêr que o Messias morreu na sexta-feira. Sendo assim, os que crêem são “religiosos mal informados”, como foi declarado por ele. Depois ele começa novamente a fazer um paralelo entre o que ocorreu com o profeta Jonas, e o que ocorreu com o Messias.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Devemos sim ser bem mais informados pelas Escrituras...

Aqui, nesta parte o articulista apresenta em sua argumentação em defesa das setenta e duas horas uma afirmação, que não é um “Assim diz YHWH”, nem foi escrita na Tanach. Analise você: Isto esclarece que Jonas esteve verdadeiramente dentro ou sepultado no peixe, três dias completos e três noites completas, o que é equivalente a 72 horas”.  

Lembrem-se ou saibam que em nenhum lugar, nem Jonas nem nenhum outro escritor bíblico diz que ele ficou 72 horas dentro do grande peixe. Além do mais, há uma pequena contradição. Na introdução – o “Sinal do Profeta Jonas”, ele defendeu a literalidade das setenta e duas horas. Lá ele disse: um total de exatamente 72 horas. Aqui, para poder ajustar a sua idéia ele diz: equivalente a 72 horas. Depois diz porque é equivalente e não igual.Porém o tempo que permaneceu no navio não conta nos três dias e três noites que esteve dentro do peixe. Isto é óbvio, porque o navio não é o grande peixe citado por Jonas (Jonas 1:17 - ARA).

Nota NO TEMPO DO FIM: Então o que diz as Sagradas Letras? (17) Então o Senhor deparou um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe. Se isto não são 72 horas, então o que é? As explicações introdutórias explicam que não é bem assim???

Em seguida diz o mesmo em relação ao Messias: Para fazer o tipo verdadeiro, nós não podemos contar o tempo que Mashiach esteve nas mãos dos judeus e dos romanos. Considera-se somente o tempo que esteve no túmulo, exatamente três dias e três noites”.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Onde está a contradição ou o “ajuste de idéia”? Usar sinônimos (para não ser repetitivo) é uma boa norma para se redigir textos, não é?

Lembre-se, leitor amigo, que o Messias disse: “Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra”.  

O problema de se fazer uma interpretação literal de parte de um verso e não do todo é complicado. Se entendermos que o verso é literal, devemos também entender o como, de Jonas em relação ao Messias. O tempo que Jonas ficou no ventre do grande peixe, ele não estava morto (Jonas 2:1-17). Mas o Messias durante o tempo que esteve “no coração da terra” estava morto. Portanto, o como em Mateus 12:40 não pode ser literal.

Nota NO TEMPO DO FIM: Usemos a Bíblia irmão para contestar...  No livro de Hebreus temos uma boa explicação sobre “tipo” e “antítipo!

Então, para compararmos com precisão o tempo de Jonas no ventre do grande peixe, com o do Messias no coração da terra, se soubéssemos o momento exato em que Jonas foi engolido e vomitado pelo grande peixe.  

Mas em função da interpretação do artigo em análise, não podemos contar o tempo exato em que Jonas esteve no ventre do grande peixe. Não há uma contagem literal do tempo em Jonas nem sobre ele. Não há a hora exata que Jonas foi engolido, bem como da hora que foi vomitado. Em que parte do dia o grande peixe tragou (engoliu) Jonas: pela manhã ou pela tarde ou pela noite? Em que horário o grande peixe vomitou Jonas: pela manhã ou pela tarde ou pela noite? Em nenhum lugar do Texto Sagrado existe uma resposta. No entanto está escrito: “Três dias e três noites”. – (Jonas 1:17 – ARA).  

O verso de Mateus diz: “Três dias e três noites” (Τρεις ημέρας και τρεις νύκτας). Portanto, percebe-se claramente que o Messias não disse: três noites e três dias. Então, em função de tal afirmativa do Messias, se queremos interpretar a profecia literalmente, devemos entender que, foi durante o dia, na parte da tarde, antes do pôr-do-sol (comparando com o Messias), que o profeta Jonas foi engolido pelo grande peixe. (A Bíblia não diz se foi pela manhã ou pela tarde. Isso não está escrito). Mas sobre Jonas, de uma coisa temos certeza porque literalmente está escrito: “Esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe”. (Jonas 1:17 – ARA).  

Percebam que nem o profeta (Jonas 1:17 – ARA) nem o Messias (Mateus 12:40 – ARA) disseram: “três noites e três dias”.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Depois destas explicações não precisamos mais estudar GREGO para entender JESUS!!!   – ou devo dizer que graças ao egípcio agora entendi tudo!

Portanto há uma grande contradição em se defender a literalidade do tempo como sendo 72h e se negar a ver a literalidade de outros fatores citados no mesmo verso. Especialmente o como e a ordem do tempo. Em relação a Jonas teríamos que entender que ele foi engolido no começo do primeiro dia - entre o fim da noite e o começo do dia; e vomitado no final da terceira noite – entre o fim da noite e o começo do dia.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Não preciso mais me preocupar com Mat 12:40 – era apenas mais um verso...

No subtítulo seguinte, “Quando Yeshua Hamashiach Foi Colocado no Túmulo?”, o destaque é dado ao verso 54, de Luc. 23: E era véspera da Páscoa, e estava para raiar o sábado. Depois voltarei a este verso. Por este subtítulo, percebe-se que o objetivo do autor é apresentar o momento do “quando”. Por isso, ele diz: Ele foi colocado ali no mesmo dia que foi crucificado; precisamente na tarde deste dia, próximo ao pôr-do-sol. Para isso ele citou Marcos 15:42-43 e Luc. 23:52-54. Embora o objetivo principal do tópico, não seja assinalar o diacomo o quando; mas o momentocomo o quando, independente do dia. Percebe-se também que um está vinculado ao outro. Mas quanto ao momento, depois, sem responder a pergunta do subtítulo, ele se opõe tanto a morte do Messias na sexta-feira quanto à parte do dia que Ele ressuscitou. Por outro lado, ele também refutou a morte do Messias na sexta-feira com o argumento da literalidade das setenta e duas horas que Ele deveria permanecer no sepulcro.

Nota NO TEMPO DO FIM: Em frente...

PÁSCOA – FESTA DE SETE DIAS  

Em relação a Luc. 23:54: E era véspera da Páscoa, e estava para raiar o sábado. Esta é uma tradução tendenciosa. Isso será percebido em relação aos demais argumentos contrários à sexta-feira como dia da crucificação do Messias. A expressão literal não é “véspera da Páscoa”, e sim “Era o dia da preparação”. A palavra grega é παρασκευης – dia da preparação para os judeus e, hoje para os gregos - sexta-feira. A palavra grega para Páscoa é: Πάσχα. (Ver João 19:14).  O que foi dito por João: “Preparação da Páscoa”, não quer dizer que a Páscoa seria no dia seguinte; mas que àquela sexta-feira ocorreu na semana da Páscoa.

Nota NO TEMPO DO FIM: Chegamos em um consenso: a Bíblia é “tendenciosa”!

Além do mais, todos os escritores do que se chama NT afirmam que o Messias comeu a Páscoa. E se Ele comeu a Páscoa não deve ter morrido um dia antes da mesma. Não podemos esquecer também, que o livro do profeta Ezequiel era bem conhecido dos judeus. No capítulo 45 e verso vinte e um (45:21) ele diz: “No primeiro mês, no diz catorze do mês, tereis a Páscoa, festa de sete dias; pão asmo se comerá”. (ARA). Sendo assim, embora a Páscoa literalmente fosse sacrificada no dia 14 (Êxodo 12:6, 26-27; Lev. 23:5; Núm. 28:16; e Deut. 16:5-6) e comida no dia 15 (Êxodo 12:8-11; Lev. 23:6-8 e Núm. 28:17-25; após o sacrifício da Páscoa vinha o pôr-do-sol, conseqüentemente à noite [dia 15 o primeiro dia dos Pães Asmos]), ela era, segundo os escritos de Moisés, apenas um dia. Seguida por sete dias da Festa dos Pães Asmos. No entanto, o profeta Ezequiel chama a Páscoa de festa de sete dias. Por isso, não devemos interpretar que o apóstolo João queria dizer com esta expressão: “Preparação da Páscoa”, que a Páscoa seria no dia posterior a morte do Messias. Mas, que a “preparação”, conforme determinada em Êxodo 16:5, aconteceu na semana da Páscoa. Por isso “Preparação da Páscoa”.  

Além do mais, os cordeiros da Páscoa propriamente dita, eram separados do décimo dia do primeiro mês, até o décimo quarto dia, quando seria sacrificado (Êxodo 12:1-6). Entendemos que havia uma preparação para que se comesse a Páscoa. Desde o imolar (sacrificar) até o preparar para que fosse comida. No entanto, esses preparativos não podem ser confundidos com os preparativos do sexto dia da semana, véspera do sábado semanal – o sétimo dia.

Nota NO TEMPO DO FIM: Paulo (I Cor 11:23-26) se “esqueceu”  de relatar que além do Pão e do Vinho da Ceia do Senhor havia “cordeiro assado e ervas amargas”? Irmãos, a páscoa que Jesus participou de modo antecipado (João 13:1) foi uma ”Nova Aliança”; uma páscoa substituta onde os elementos eram símbolos do Seu sacrifício pela humanidade...

Fato interessante é o que aconteceu com o Messias, que foi apresentado à congregação de Israel, no dia da entrada triunfal em Jerusalém, semelhante ao que ocorria com os cordeiros que eram separados no décimo quarto dia. Quantos aos cordeiros, estes eram apresentados (separados) à congregação no décimo quarto dia do primeiro mês. O Messias em Sua entrada triunfal, no primeiro dia da semana, que também correspondeu ao décimo dia do primeiro mês.

Nota NO TEMPO DO FIM: Se você não estiver com a mente pré-concebida não poderá afirmar, escriturísticamente, que a mesma se deu no domingo! Três dos Evangelhos não dão subsídios para tal afirmação e o de João relata que “seis dias antes da páscoa” Jesus fora ungido em Betânia (João 12:1-11) e na seqüência (vs 12) diz textualmente No dia seguinte... (domingo?). Portanto, partindo do princípio de que a “entrada triunfal” foi em um domingo, os fatos de Betânia ocorreram em um SÁBADO semanal. Pergunto: Ninguém guardava o SÁBADO por lá? Ta certo que Judas só pensava em dinheiro, mas na presença do Senhor do Sábado, falar em negócios? Estas incongruências ocorrem quando se pensa em uma páscoa coincidente com o Sábado semanal... Porém, se cremos, escriturísticamente, que a páscoa foi na quarta-feira, podemos entender que nada ilícito ocorreu naquela ocasião em Betânia e que a entrada se dera na sexta-feira, um dia de preparação para o santo sábado!

 

DÉCIMO DIA

 

 

SEPARAÇÃO DOS CORDEIROS

 

DÉCIMO PRIMEIRO DIA

 

-

 

DÉCIMO SEGUNDO DIA

 

 

-

 

DÉCIMO TERCEIRO DIA

 

 

-

 

DÉCIMO QUARTO DIA

 

 

SACRIFÍCIO DOS CORDEIROS

Portanto, a Páscoa era sacrificada no dia 14, mas comemorada (celebrada, festejada) no dia 15 à noite. Primeiro dia dos Pães Asmos, chamado de sábado. Onde nenhum trabalho servil deveria ser feito (ou onde nenhuma obra servil deveria ser feita).  

Nota NO TEMPO DO FIM: Segundo as Escrituras temos que o dia civil judaico (período de 24 horas) se inicia às 18:00 horas e termina às 18:00 horas subsequente. A noite vem primeiro que o dia, pois na criação do mundo o primeiro dia começou com a escuridão que foi transformada em luz: "Chamou Deus à luz dia, e às trevas noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia" (Gen 1:5). Daí em diante cada período de 24 horas foi indicado sucessivamente como "tarde e manhã" (Gen 1:5,8,13,19,23,31; 2:2).

O dia natural judaico (12 horas), isto é, o intervalo entre a aurora e o crepúsculo (06:00 às 18:00 h.), era dividido em três partes: manhã, meio-dia e tarde (Sal 55:17). Os judeus distinguiam duas tardes no dia: a primeira ia das 15:00 às 18:00h., e a segunda se iniciava ao pôr do sol (18:00h.), indo até a escuridão da noite, aproximadamente às 19:00h. (Mat 14:15 e 23). O sacrifício da páscoa era oferecido "no crepúsculo da tarde" (Lev 23:5; Num 28:4,8). A passagem faz referência à primeira tarde (15:00 às 18:00 h.). A segunda tarde, que se iniciava às 18:00 horas, e a manhã, que tinha início às 06:00 horas, juntos formavam um dia (Gen 1:5).

Portanto, a “confusão” aqui é com o modo ocidental de classificar o dia (noite como a parte escura), porém a tradição judaica, como vimos acima, classificava a última parte do dia (parte clara) como tarde, aqui traduzido por  “noite”.

A entrada triunfal do Messias ocorreu no primeiro dia da semana, o que corresponde ao décimo dia.  

O MESSIAS COMEU A PÁSCOA  

Para entendermos melhor a relação do Messias com a Páscoa, vejamos algumas passagens. Em Mateus 26:2 o Messias disse: “Sabeis que daqui a dois dias, celebrar-se-á a Páscoa”. (ARA). No verso 17 Mateus escreveu: “No primeiro dia dos Pães Asmos, vieram os seus discípulos e perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”. (ARA). Já Marcos não diz que são palavras do Messias, mas escreveu: “Dali a dois dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos...”. (13:1 - ARA). Depois ele diz: “No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, disseram-lhes seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa?...”. (13:12 – ARA). Marcos fala da Páscoa e da Festa dos Pães Asmos, como tendo o mesmo início. Mas contribuindo de forma e com detalhe especial temos o livro de Lucas. Ele diz: “Estava próxima a Festa dos Pães Asmos, chamada Páscoa”. (22:1 - ARA). Depois diz: “Chegou o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava comemorar a Páscoa, Jesus, pois, enviou Pedro e João, dizendo: Ide preparar-nos a Páscoa para que a comamos”. (Luc. 22:7-8 – ARA). Por último temos João 13:1. Nele foi escrito: “Ora, antes da Festa da Páscoa...”. Depois diz (v 2): “Durante a ceia”. A expressão: “antes da Festa da Páscoa” não está se referindo a um dia antes da Festa, mas algumas horas ou mesmo pouco menos de uma hora antes da ceia. Porque o verso seguinte diz: “durante a ceia”. Portanto, em João 13, temos a celebração da Páscoa, ou seja, o primeiro dia dos Pães Asmos. (Era a noite do dia da Preparação). Ainda falando em preparação, biblicamente, como já foi feito referência, só existe um dia na semana que podemos chamar de dia da preparação. É o sexto dia da semana. Véspera do sábado semanal, o sétimo dia. Sobre ele assim está escrito: “... ao sexto dia, prepararão...”. (Êxodo 16:5 -ARA).  

Nota NO TEMPO DO FIM: PREPARAÇÃO – da páscoa ou do sábado semanal? Nas Escrituras encontramos diversos outros “preparos” para holocaustos e, portanto, segundo o exposto pelo nosso irmão, também devem ser chamados de “dia da preparação”... Veja por exemplo Eze 43:25 Durante sete dias prepararás cada dia um bode como oferta pelo pecado; também prepararão eles um bezerro, e um carneiro do rebanho, sem mancha.

O que poderia ser um problema (MAS NÃO É) é o que foi dito por João: “Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para o pretório, Era cedo de manhã. Eles não entraram no pretório para não se contaminarem, mas poderem comer a Páscoa”. – (João 18:28 – ARA).  

Agora, qual das perguntas é a correta: que dia eles pretendiam comer a Páscoa? Ou,  que horas eles pretendiam comer a Páscoa? A resposta encontra-se em Êxodo 12:8-10. (ARA).

Naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão. Não comereis do animal nada cruz, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura. Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis”.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Segundo as Escrituras, o Mestre JÁ HAVIA comido a páscoa (João 13:1,2), enquanto que no dia seguinte – na manhã da crucifixão - os sacerdotes AINDA não tinham comido a páscoa (iriam comer... João 18:28)! Ou JESUS se ANTECIPOU ou os Sacerdotes TRANSGREDIRAM a lei!!! Veja a seqüência dos fatos: Jesus participa da Santa Ceia (instituída por Ele em SUBSTITUIÇÃO à páscoa judaica) na terça-feira; Judas sai e O entrega para o sinédrio, que por sua vez O leva para o pretório. Passa aquela NOITE entre torturas e pela MANHÃ (nossa manhã) da quarta feira os sacerdotes NÃO entram no pretório para não SE CONTAMINAREM e assim poderem participar da PÁSCOA... A CEIA QUE O SENHOR PARTICIPOU NADA TEVE A VER COM A PÁSCOA JUDAICA!!!

A expressão utilizada por João: “mas poderem comer a Páscoa”. Não se refere a comer a Páscoa no dia seguinte. MAS SIM A PÁSCOA JÁ SACRIFICADA E ASSADA. Eles ainda não haviam comido por causa da prisão, julgamento, e condenação do Messias por parte dos líderes religiosos e do Sinédrio. Os líderes envolvidos, citados em João 18:28, não entraram no pretório (local de hostilidade dos romanos para com os judeus; por isso, considerado imundo). Portanto, eles deveriam voltar as suas casas (famílias) para que pudessem comer a Páscoa. Não ficaria bem para os líderes deixarem de comer a Páscoa. Um outro detalhe importante: A expressão: “Era cedo de manhã”, na Língua Grega não diz que o dia já havia amanhecido. E sim que, estava amanhecendo. Um último detalhe da profecia de Êxodo é o seguinte: “o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis”. Os líderes judeus fizeram o que lhes era permitido de acordo com a lei romana. Prenderam, julgaram e condenaram ao Messias segundo a lei judaica.

Nota NO TEMPO DO FIM: Interessante este detalhe: Cristo é o que “restou” enquanto que a “páscoa” dos sacerdotes estava guardada (e não fora queimada segundo reza a lei) para eles...

 Embora, de maneira errada, mas fizeram. Contudo, eles não poderiam aplicar a pena de morte, ou seja, apedrejar um condenado até a morte. Em função disso, percebam o que disse Pilatos aos líderes, e o comentário deles.  

Replicou-lhes, pois, Pilatos: Tomai-o vós outros e julgai-o segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: A nós não nos é licito matar ninguém”. – (João 18:31 – ARA).  

Portanto, o que eles não puderam fazer com o Messias (o que restou/sobrou), eles entregaram para que os romanos (na pessoa de Pilatos) o queimassem – ou seja, entregaram o Messias para que fosse crucificado e morto.  

OS DIAS DA MORTE E DA RESSURREIÇÃO DO MESSIAS  

No outro tópico – “Quando Yeshua (Jesus) Hamashiach Deixou o Túmulo?” – Mas, antes de respondê-la ele voltou para pergunta-tópico anterior: “Quando Yeshua Hamashiach Foi Colocado no Túmulo?”. Sem dúvida, pelo que se percebe, o objetivo com esses dois subtítulos, é encontrar com exatidão, os dois momentos do sepultamento e ressurgimento do Messias. Por isso ele declara: “... Todos os escritores dos evangelhos testificam o fato da ressurreição, porém, surpreendentemente, nenhum deles menciona o minuto exato em que houve este acontecimento. Não é correto dizer que a Bíblia não nos dá bastante informação sobre o tempo da ressurreição, ou seja, o dia e a parte exata do dia em que ocorreu”.  

Para fundamentar seu argumento ele cita Mar 16:2-6. No entanto, propositalmente ele omite o verso (01) que diz: “Passado o sábado, Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo”. (ARA).  

Essas mulheres, especialmente, Maria Madalena e Maria mãe de Tiago, no dia da “preparação”, estiveram observando, “sentadas em frente da sepultura” (Mat 27:61 – ARA – Em Mar 15:47 é dito: “Maria, mãe de José”). Em Lucas 23:55 fala das “mulheres que tinham vindo da galiléia com Jesus”. Evidente está que, além delas não estar morando em Jerusalém, nenhum judeu lhes vendeu aromas, nas horas sagradas do sábado - o quarto mandamento do Decálogo, para que pudessem embalsamá-lo.  

Nota NO TEMPO DO FIM: PROPOSITALMENTE? O assunto do parágrafo era outro, então porque citar o verso anterior? Se este é o principal verso que prova que Marcos estava se referindo ao Sábado cerimonial enquanto que Lucas fala do Sábado Moral... LUCAS contradiz Marcos! – Naquela semana ocorreram três sábados (em dias diferentes e não coincidentes como querem os que crêem na sexta-feira como sendo o dia da morte do Messias); veja Lucas 23 (54) Era o dia da preparação, e ia começar o sábado. (55) E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro (Mat 27:61), e como o corpo foi ali depositado. (56) Então voltaram e prepararam especiarias e ungüentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento. Já Marcos relata que...Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. Marcos 16:1

OBS: 1º sábado (14 de nisã – páscoa judaica) – crucifixão do Messias na quarta-feira.

         2º sábado (15 de nisã – 1º dia dos pães asmos) - quinta-feira.

         3º sábado (16 de nisã - Primícias

         4º sábado – o Moral – o sábado da ressurreição!

Depois ele cita João: 20:1-7. Em seguida cita Lucas 24:1-7. Como já foi dito, as mulheres citadas pelos três escritores vieram da Galiléia. Elas não moravam em Jerusalém. Por isso, precisaram comprar aromas.

Nota NO TEMPO DO FIM: Como dissemos, Lucas também fala que compraram (“prepararam” no caso é comprar, segundo o próprio autor desta análise, uma vez que vieram de fora de Jerusalém, esquecendo-se que naquela semana todo o israelita natural teria que ir até Jerusalém para celebrar a páscoa e, portanto, já estavam na cidade há pelo menos uma semana!).

 Mas o texto que o autor dá destaque especial é Mat. 28:1-6. Especialmente com o verso 1. Com tal verso o autor defende o momento da ressurreição do Messias. Assim ele faz seu comentário sobre o texto de Mateus: “... Ele escreve de uma visita feita ao túmulo antes de começar o primeiro dia da semana: ‘No findar do sábado ao entrar o primeiro dia da semana...’ Ele não diz exatamente quanto tempo antes de o dia seguinte começará, porém está definindo que foi à tarde, na última hora do sábado semanal. Depois ele acrescenta: Note-se que Mateus detalha o tempo da ressurreição com duas expressões diferentes: “no fim do sábado” e “quando começava a amanhecer o primeiro dia da semana”, ou “ao entrar o primeiro dia”. Estes são sinônimos, já que o sábado termina no pôr-do-sol. (Leia Lev. 3:32)”.  

No que diz respeito à literalidade que o autor pretende defender, em relação as setenta e duas horas, aqui há alguns pontos a ser considerados. Primeiro - Marcos diz claramente que as mulheres só foram ao túmulo após comprarem os aromas (16:1).

Nota NO TEMPO DO FIM: E Lucas diz o contrário (Luc 23:56).

E na época nenhum judeu lhes vendeu aromas durante as horas sagradas do sábado. Isso é o que se entende do verso citado. Lucas também registrou que elas “no sábado descansaram, segundo o mandamento”. (23:56 - ARA).  

Nota NO TEMPO DO FIM: Agora é o irmão que está omitindo a parte inicial do vs 56., Vamos ler novamente: (56) Então voltaram e prepararam especiarias e ungüentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento. Porque será???

Em função do primeiro problema, conseqüentemente, temos o segundo. Onde fica difícil de se defender a literalidade das 72 horas. Mateus ao introduzir o capítulo 28, dizendo: “No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana...”. Ao compararmos Mateus 28:1 com Marcos 16:1, somos obrigados a entender que as mulheres foram com os aromas para embalsamar o corpo do Messias somente após o pôr-do-sol. Na seqüência do relato temos o terceiro que se opõe claramente a tese dos que defendem a ressurreição do Messias ainda nas horas do sábado semanal. Porque no verso dois Mateus diz: “E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela” (ARA).  

Nota NO TEMPO DO FIM: Todos os evangelhos, de um modo ou de outro apontam para o FATO mais importante de que “após o pôr-do-sol” as Marias foram ao túmulo e JÁ não O encontraram... O próprio anjo falou: Ele não está aqui, mas ressuscitou... Mat 24:6 (isto após o “importante” terremoto).

Percebam que para defender a literalidade das 72 horas, o autor do artigo também deverá aceitar a literalidade do verso dois do capítulo 28. Nele Mateus não disse: “havia tido um terremoto” ou “antes do pôr-do-sol houve um terremoto”. Ou algum verbo ou expressão que apontasse tal acontecimento para momentos anteriores ao da visita, ao túmulo, feita pelas mulheres. No entanto, fugindo da literalidade entendemos perfeitamente que a expressão: “E eis que houve um grande terremoto”, refere-se diretamente a expressão: “ao entrar o primeiro dia da semana”. E não a esta: “No findar do sábado”. Nem mesmo em algum momento limite, entre o sábado semanal e o primeiro dia da semana. Além do mais, Marcos também disse: “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana...”. (16:9 - ARA). Portanto, não resta dúvida que o Messias ressuscitou no primeiro dia e não n sétimo dia da semana, como o autor defende a sua tese. A expressão “de manhã cedo” refere-se a um momento após a noite (trevas) e antes do dia (luz). E não entre o pôr-do-sol e a noite, como sugerido pelo autor do artigo.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Agora o autor do evangelho adotou o modo ocidental de contar o tempo?

Não bastasse o que já foi dito, contrariando a tese da ressurreição do Messias no sábado semanal, ainda temos um confronto de Mateus 28:1 com João 20:1. Em função de Mateus o autor do artigo argumenta que a ressurreição ocorreu (é o que se entende) nos últimos minutos (ou última hora) do sábado. E que a visita das mulheres, ocorreu após a ressurreição; mas antes das trevas da noite (antes de escurecer) do primeiro dia da semana. No entanto, o apóstolo João declara: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro...”. (20:1 – ARA). Percebam que o apóstolo não disse: “sendo ainda claro”. Mas disse claramente: “Sendo ainda escuro”. Com isso, entende-se que a noite já havia passado. Portanto, esta expressão está em harmonia com o que está escrito em Marcos 16:9: “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana”.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Só João acertou? Os demais erraram no registro da hora em que o Messias ressuscitou, pois, cada um dá a entender (segundo o nosso modo ocidental de contar o tempo) que esta ocorreu em horários diferentes... Leia Mat 28:1-6; Mar 16:2; Luc 24:1 e João 20:1. Mas se levarmos em conta o modo judaico (bíblico) de contar o tempo, não há contradição alguma! Até mesmo João está correto (como não poderia deixar de ser) além de que o que foi dito aqui sobre o primeiro dia da semana se refere à semana cerimonial uma vez que segundo Lev 23:15 (Capítulo que trata das festas do Senhor) contar-se-ia 50 dias após aquele sábado cerimonial da páscoa para posicionar-se a próxima festa que era o pentecostes. Leia: Contareis para vós, desde o dia depois do sábado, isto é, desde o dia em que houverdes trazido o molho da oferta de movimento, sete semanas inteiras; O assunto de Lev 23 são as festas do Senhor e, portanto, o sábado aqui é o CERIMONIAL e não o Moral alem de que é ir de encontro com as escrituras se tivermos que esperar o domingo chegar para se contar os tais cinqüenta dias...

Se o autor desta “análise” a tivesse feito a partir do artigo “adaptado” não estaríamos aqui respondendo novamente às mesma dúvidas, caro irmão, pois lá já havíamos “esclarecidos” estas “questões”!!!

OS SÁBADOS, SEGUNDO O AUTOR DO ARTIGO

Depois de perceber algumas contradições gritantes, nos comentários do autor, sobre os sábados mencionados por ele em três tópicos, resolvi pular algumas partes, como as mencionadas acima, e finalizar com esta parte do comentário. O segundo dos tópicos relacionados aos sábados é: “Outros Dias Chamados Sábados”; quanto a este tópico a Escritura Sagrada é clara ao afirmar sobre tais sábados na Torah, por isso não farei comentários; embora não concorde com algumas afirmações feitas no tópico. Mas, no que diz respeito ao primeiro: “Dois Sábados Naquela Mesma Semana”. Serão feitos alguns comentários. Neste tópico, ele afirma que o primeiro dos sábados – o sábado cerimonial, aconteceu na quinta-feira (primeiro dia dos Pães Asmos). Será que foi isso mesmo? No terceiro tópico: “O Sábado da Páscoa”, ele afirma que: “o dia da ‘preparação’ foi quarta-feira”.  

Pra entendermos esta contradição gritante, analise você mesmo a resposta que ele deu a um dos leitores (Fábio Miranda - Sexta ou Quarta Feira Quando morreu Jesus? Isso importa ou faz diferença?) que discordou do artigo adaptado (mencionado acima):  

“Sexta – Primeiro dia do calendário RELIGIOSO (não o atual domingo imposto pela ICAR – nas escrituras apenas ‘primeiro dia’) Compra-se os incenso... Mas sendo o dia da preparação (de um sábado semanal – Moral), não podiam se contaminar com nenhum cadáver (mesmo que fosse o do Mestre), conforme a Lei Mosaica... + 1 dia de 24 horas”.  

Ele usa o argumento – Lei Mosaica – para explicar o porquê das mulheres não terem se contaminado na quarta-feira nem na quinta-feira, para embalsamar o corpo do Messias. Vejam bem, se simples mulheres pecadoras respeitaram, segundo ele, a Lei Mosaica, que diremos do Messias?  

Nota NO TEMPO DO FIM: O que diremos do SENHOR do Sábado, não é irmão? Tanto é que o Senhor instituiu uma NOVA páscoa – a Ceia do Senhor!

O Messias afirmou positivamente, em Mateus 5:17: “Não pensei que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar; vim para cumprir”. (ARA). Agora o autor vem defender que o Messias morreu no dia da Páscoa. Contrariando todos os quatro autores: Mateus, Marcos, Lucas e João, que afirmam que o Messias comeu a Páscoa. Simplesmente por defender, equivocadamente, que o Messias morreu no dia em que o Cordeiro da Páscoa deveria morrer. O Messias não morreu como Cordeiro da Páscoa. Ele morreu como Cordeiro de Elohym. Neste título encontramos todos os tipos que apontavam para Ele, inclusive o Cordeiro da Páscoa. O dia que o povo israelita foi liberto do cativeiro egípcio foi o dia 15 de abib/nisã. Foi a meia-noite que os primogênitos, egípcios, foram mortos (Êxodo 12:12, 17, 29-31). Foi a meia-noite que o Messias foi ferido de morte no Getsêmani (Monte das Oliveiras). No dia 15 de abibe/nisã, saída do Egito, era o primeiro dia dos Pães Asmos. É nesse dia que se come a Páscoa (Ceia da Páscoa – Celebração da Páscoa), e que é realmente um sábado cerimonial.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Lev 23:5 - No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a páscoa do Senhor. Pergunto: No crepúsculo da tarde é meia-noite?

Portanto, o Messias não tinha autoridade de revogar a Lei de Moisés, como ele mesmo afirmou (Mateus 5:17-20). Como então lê pôde ter comido uma Páscoa que não era Páscoa? Sendo assim, segundo a visão do autor, o Messias é um transgressor da Lei. O que não é verdade, pois o Messias comeu a Páscoa no verdadeiro dia que ela deveria ser comida – no dia 15 de abibe/nisã. E foi neste dia 15 que Ele foi crucificado e morto. Mas em qual dia da semana quinta-feira ou sexta-feira?  

Nota NO TEMPO DO FIM: Mudou a lei de Lev 23? Vamos ler novamente os versos que se referem à páscoa: (5) No mês primeiro, aos catorze do mês, à tardinha, é a páscoa do Senhor. (6) E aos quinze dias desse mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos. (7) No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. Portanto, no 14º dia do mês é a PÁSCOA e no dia seguinte (15º - primeiro dia da semana dos ázimos) também é um sábado cerimonial.

Essa é uma pergunta que os defensores da quarta-feira (e das setenta e duas horas literais), caso seja possível, deverão responder com a Escritura Sagrada. Porque para eles o Messias deveria permanecer, literalmente falando, no sepulcro 72 horas: da tarde de quarta-feira à tarde do sábado semanal – o sétimo dia. Agora, o que é certo é que é impossível sustenta-las com a morte do Messias na quarta-feira, ressuscitando ao pôr-do-sol do sábado semanal para o primeiro dia da semana, ainda mais, vinculando a quarta-feira ao sinal do profeta Jonas como “três dias e três noites” literais. Porque uma das defesas que usavam para dar sustentação à tese deles é o fato de colocar o Messias morrendo no dia 14 de abibe (quarta-feira - dia da preparação) e, automaticamente, não comendo a Páscoa. No entanto, como foi citado acima, tal tese não é verdadeira, pois o Messias comeu a Páscoa, cujo cordeiro morto dia 14 de abibe apontava para Ele – o verdadeiro Cordeiro de Elohym. E também sabemos que a Páscoa era comida na noite do dia 15 de abibe (o que eu segundo a tese deles, era o primeiro dia dos Pães Asmos – um sábado cerimonial).

Nota NO TEMPO DO FIM: Este é um resumo segundo a visão do nosso “Analista” que, conforme vimos, não tem respaldo bíblico. Por isto ele usa tantas “deduções”, não fugindo assim das suas convicções pré-concebidas... Tendo assim que ‘ajeitar’ as passagens contraditórias como a de Marcos e Lucas em relação ao comprar/guardar o sábado!

Ver João 13:1 “antes da Festa da Páscoa” (dia 15, mas horas antes da festa/celebração) e 2 “durante a ceia” da Páscoa – na hora da celebração. Então, segundo eles, o Filho do Eterno não comeu a Páscoa, segundo a Lei Mosaica. O que o torna um transgressor da mesma. Contudo, sabemos que o Messias cumpriu toda a Lei como ele havia dito (Mat. 5:17).  

Nota NO TEMPO DO FIM: Por falta de argumento, volta a bater na mesma tecla!!!

Um outro equivoco do autor, não muito fácil de ser percebido, é quanto ao dia das primícias daquele ano e a contagem dos cinqüenta dias para a Festa do Pentecostes. Vejamos o que Moisés escreveu em Levítico 23:9-16.  

No verso 12, após falar do “molho das primícias” (10) e que o sacerdote “moverá o molho” (11), Moisés escreveu: “No dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá”. (ARA). Depois disso, nos versos 16 e 17, ele escreveu: “Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até o dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao SENHOR”. (ARA).  

Nota NO TEMPO DO FIM: Voltou ao tema do “dia seguinte”? Pergunto novamente: Levíticos 23 está falando de que sábado? O Moral ou o Cerimonial que é o assunto do capitulo?

Percebam que a contagem dos cinqüenta dias começa no dia imediato ao sábado. Será após o sábado cerimonial? Ou após o sábado semanal? Lembre-se que naquela semana houve dois sábados – um cerimonial e outro semanal. Se contarmos o dia imediato ao sábado, referindo-se as primícias (em Lev), como sendo o mesmo dia em referência de Números 28:26, que diz: “Também tereis santa convocação no dia das primícias, quando trouxerdes oferta nova de manjares ao SENHOR, segundo a vossa Festa das Semanas; nenhuma obra servil fareis”. (ARA).

Teremos apenas duas opções para contarmos as sete semanas inteiras e, também o sétimo sábado.  

A primeira é começando pelo dia imediato ao sábado cerimonial. Ou seja, pelo dia das Primícias. Se o dia imediato ao sábado for, referente ao dia das Primícias, este também será contado com um sábado cerimonial. Aí passaríamos a ter três sábados na semana e não dois. E os três sábados seriam a quinta-feira, a sexta-feira (cerimoniais) e o sétimo dia, o sábado semanal (Núm. 28:26). Um problema para essa interpretação, contando as sete semanas a partir do dia 16 de abibe (dia das Primícias), é que o dia imediato ao sétimo sábado tem que obrigatoriamente ser o primeiro dia da semana. O que partindo do dia imediato ao sábado cerimonial não se harmonizará. Por outro lado, não tem sentido, ser imediatamente após o sétimo sábado cerimonial. O outro problema é o fato do apóstolo Paulo afirmar: “Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”. E “Cristo, as primícias”. (1Cor. 15:22 - ARA).  

Nota NO TEMPO DO FIM: Vamos colocar ordem na casa: Terça – preparação para a páscoa (o Messias institui uma NOVA páscoa); Quarta – Morte do Messias (Um Sábado Cerimonial - páscoa judaica); Quinta – Também um sábado cerimonial (primeiro dia da semana dos ázimos). O dia seguinte (sexta-feira) torna-se também um sábado cerimonial por ser o primeiro dia das primícias e conta-se as Sete Semanas completas (49 dias) a partir deste sábado cerimonial -> sexta + 49 dias = 50 dias para o Pentecostes. Portanto, dentro da Festa das primícias, Ele como “as primícias dos que dormem” ressuscitou, provando mais uma vez,  ser o Senhor do Sábado (descansou na sepultura até o último momento do Seu Santo Sábado)!

A segunda contagem, no entanto, é a que se harmoniza perfeitamente com o texto de Levítico, com o de Números 28:26 e com a semana da morte do Messias. Em primeiro lugar, o dia imediato ao sábado semanal é o primeiro dia da semana, que segundo Número 28:26 é um sábado.

Nota NO TEMPO DO FIM: Por isto é que o domingo passou a ser conhecido como o Dia do Senhor??? Volto a chamar a sua atenção que em todas as citações sobre as Festas temos SÁBADOS  - cerimoniais - que , sabemos, poderiam cair em dias da semana diferentes...

Então, não se trata apenas do primeiro dia da semana. É o primeiro dia da semana que é um sábado cerimonial. Em segundo lugar, não tem sentido contarmos sete semanas inteiras se não começarmos pelo primeiro dia da semana. Conforme o contexto que nos é apresentado. Em terceiro lugar, pra que não reste dúvida que as sete semanas deveriam começar com o primeiro dia da semana – o dia das Primícias, após o sábado semanal, Moisés afirmou: “sete semanas inteiras serão. Até o dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias”. Qual é o dia imediato ao sábado? Longe de mim, querer defender o dia de domingo (o primeiro dia da semana como um dia de adoração). Contudo, um erro não pode ser defendido com outro. Querer tirar a ressurreição do Messias do primeiro dia da semana, por causa da Igreja Católica Apostólica Romana e de suas filiais, não é defender um está escrito. Um assim diz YHWH.

Nota NO TEMPO DO FIM: Com a mente cheia de conceitos pré-concebidos fica difícil entender as Sagradas Letras! Está escrito, segundo a própria versão usada neste estudo: Até o dia imediato ao sétimo sábado... Aqui o texto está se referindo ao termino da contagem dos cinqüenta dias para que se desse o Pentecostes! O SÉTIMO sábado (cerimonial) era seguido das OFERTAS do Pentecostes, no dia 6 de Sivan; que, independente do dia da semana, sempre cairá neste dia!

Portanto, por último, sendo o dia das primícias o dia imediato ao sábado semanal, claro está que o Messias sendo as “Primícias dos que dormem” (1Cor. 15:20 e 22), não pode ter ressuscitado em outro dia, a não ser no dia imediato ao sábado semanal. O que nos conduzirá ao sétimo sábado das sete semanas inteiras, e conseqüentemente ao dia imediato ao sétimo sábado semanal. O qüinquagésimo dia, o dia da Festa do Pentecostes ou das Semanas. Mesmo assim, ainda temos apenas dois sábados na semana em que o Messias foi morto.  

Nota NO TEMPO DO FIM: Já melhorou, pois os da IASD defendem que naquela semana o Sábado era grande por que ocorreram no mesmo dia dois sábados (o cerimonial da páscoa e o moral) e o irmão já admitem que não foram no mesmo dia!

Um outro argumento que não tem sentido, por mais que queiram usar base astronômica é o que está citado abaixo:

Alguns argumentam que este ‘grande dia de sábado’ especial ocorreu no mesmo dia do sábado semanal. Não pode ser este o caso, porque pode se provar simplesmente pelos registros astronômicos, que a lua cheia aconteceu, no ano da crucificação, na terça-feira - 13 de Nisã, às 2 da tarde (Este dado foi comprovado e corroborado pelo Observatório Naval dos Estados Unidos, e pelo Astronomer Real Britânico).”  

Sabemos que a Lua tem quatro fases. Lua Nova. Lua Crescente. Lua Cheia; e Lua Decrescente ou Minguante. E cada uma das fases, aproximadamente sete dias e algumas horas. Se a soma das duas fases: Lua Nova mais Lua Crescente já dariam no mínimo 14 (quatorze) dias, como que a Lua Cheia aconteceu no dia 13 de Nisã? Sabemos que o primeiro dia do mês é o primeiro dia da Lua Nova.  

Para efeito de pesquisa analisem o seguinte comentário sobre as quatro fases da Lua:  

“As quatro fases principais do ciclo são:

Lua Nova:

A face iluminada não pode ser vista da Terra.

A Lua está na mesma direção do Sol, e portanto está no céu durante o dia.

A Lua nasce tex2html_wrap_inline316h e se põe tex2html_wrap_inline3118h.  

Lua Quarto-Crescente:

Metade do disco iluminado pode ser visto da Terra. Vista do hemisfério sul da Terra, a forma da Lua lembra a letra C (vista do hemisfério norte lembra a letra D).

Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de 90°.

A Lua está a leste do Sol, que portanto ilumina seu lado oeste

A Lua nasce tex2html_wrap_inline31meio-dia e se põe tex2html_wrap_inline31meia-noite  

Lua Cheia

Todo a face iluminada da Lua está voltada para a Terra. A Lua está no céu durante toda a noite, com a forma de um disco.

Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de 180°, ou 12h.

A Lua nasce tex2html_wrap_inline3118h e se põe tex2html_wrap_inline316h do dia seguinte.  

Lua Quarto-Minguante

Metade do disco iluminado pode ser visto da Terra, como em Quarto-Crescente. Vista do hemisfério sul da Terra, a forma da Lua lembra a letra D (vista do hemisfério norte lembra a letra C)

a Lua está a oeste do Sol, que ilumina seu lado leste

a Lua nasce tex2html_wrap_inline31meia-noite e se põe tex2html_wrap_inline31meio-dia.  

O intervalo de tempo entre duas fases iguais consecutivas é de 29d 12h 44m 2.9s ( tex2html_wrap_inline5129,5 dias). Essa é a duração do mês sinódico, ou lunação, ou período sinódico da Lua.”

(http://astro.if.ufrgs.br/lua/lua.htm).  

A pergunta que se faz aqui, em função da fase da Lua Cheia 9dia 13 de Nisã – 14h, é: como que os líderes judaicos – o Sinédrio, conseguiu, sem a avançada tecnologia da astronomia identificar a Lua Cheia às 14h (2h da tarde), se a Lua Cheia só aparece por volta das 18h, justamente quando o Sol está se pondo? E mais uma vez, levando-se em conta os 29d e 12h do ciclo lunar, Sendo o primeiro dia do mês de Nisâ/Abibe o primeiro dia da Lua Nova (Se cada fase da Lua dura por volta de aproximadamente sete dias), como é que os astrônomos, conseguiram identificar a Lua cheia no dia 13 de Nisã/Abibe como sendo o primeiro dia da Lua Cheia?

Nota NO TEMPO DO FIM: A resposta (simples) da primeira pergunta e que derruba as demais “dúvidas” é: Hoje sabemos que a lua surgiu no que seria para eles o dia 13 de Nisan (ás 14 horas), mas o sacerdote responsável pelo calendário só pode observar o fato ao pôr-do-sol decretando então estar entrando no 14º de Nisan, além do fato de que pela simples observação da mudança das luas anteriores, saber-se-ia que aquele era o 14 de Nisan (independente do horário em que a lua estivesse em faze nova). Seria bom estudarmos um pouco mais sobre os Calendários Judaicos para saber – sem o uso da atual astronomia, se bem que os sacerdotes já a usavam desde os dias do templo de Salomão – como os Judeus compunham o seu calendário, inclusive para entender um pouco sobre os anos bissextos (havia anos com 13 meses, com 12 e anos com 353, 354 e 355 dias)... Isto explicaria muitas dúvidas em relação aos dias das festas, pois além destes ajustes para que não houvesse tanta defasagem em relação ao ano solar, havia as “normas” que impediam ou organizavam (ajustavam) estes dias de modo a não interferirem no ano civil, no ano agrícola e principalmente no ano religioso.

Veja no link a seguir um estudo mostrando estas peculiaridades do calendário judeu:

http://tempodofim1.tripod.com/OCalendarioJudaico.htm

CONCLUSÃO

Em função do que já foi dito, podemos concluir algumas coisas:

Primeiro: a Páscoa foi sacrificada no dia 14 de Abib/Nisã.

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

           Segundo: a Páscoa era comida na noite do dia 15, no primeiro dia dos Pães Asmos, um sábado cerimonial.

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

Terceiro: o Messias comeu a Páscoa na noite do dia 15 de Nisã/Abibe.

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

Quarto: o Messias morreu no primeiro dia dos Pães Asmos, em um sábado cerimonial.

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

            Quinto: o Messias ressuscitou no primeiro dia da semana (segundo Núm. 28:26 – um sábado cerimonial), no dia das Primícias.

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

           Sexto: o Messias não morreu no dia 14 de Nissã (segundo o autor do artigo), sendo uma quarta-feira e dia da preparação.

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

           Sétimo: Se o Messias comeu a Páscoa, logo não morreu no dia da Páscoa. Então, não morreu na quarta-feira. O que nos leva a afirmar que a tese das setenta e duas horas a partir da quarta-feira não se encaixa na literalidade das setenta e duas horas, para os “três dias e três noites”.

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

           Oitavo: Como a preparação citada em Lucas 23:54 e João 19:14 não era para o sábado cerimonial, só nos resta o sábado semanal.  

Nota NO TEMPO DO FIM: REFUTADO*

* Uma meia verdade não faz dela uma VERDADE, mas sim uma mentira...

              Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti...

              Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver o lugar onde Ele jazia;

               Mat 28:6 (ARA)

 

               Envie-nos suas dúvidas!!!

notempodofim@ig.com.br

 

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